Estudo questiona separação de cargos de CEO e chairman

Governança Corporativa/Internacional/Edição 120 / 1 de agosto de 2013
Por 


Em time que está ganhando não se mexe. Essa é a mensagem do estudo CEO-board chair separation: If it ain’t broke, don’t fix it, produzido por acadêmicos das Universidades do Texas e de Indiana. Eles analisaram 309 casos de empresas do S&P 1500 que decidiram, entre os anos de 2003 e 2005, não mais acumular os cargos de CEO e presidente do conselho em uma só pessoa. “A separação não deve ocorrer apenas porque é considerada uma boa prática de governança”, alertam Matthew Semadeni e Ryan Krause, autores do estudo.

Os pesquisadores dividiram as separações em três tipos: a mais comum, em que o diretor-executivo conduz o sucessor ao seu posto e assume o cargo de chairman; aquela em que o CEO sai da companhia e é substituído por dois novos executivos; e a menos usual, em que o CEO continua no seu cargo, mas outro executivo é recomendado para a função de presidente do conselho.

Na primeira e na segunda situa-ções, os acadêmicos não encontraram nenhuma evidência de melhora na performance das companhias. Apenas no terceiro caso é que elas registram valorização das ações, em média, de 140%. Apesar de não haver prova científica de que a segregação dos cargos influencia o retorno financeiro, cada vez mais empresas americanas têm optado por manter profissionais diferentes nas funções de comando. De acordo com o estudo, a proporção de grandes empresas que seguem essa prática aumentou de 25% em 2002 para 43% em 2012.

Essa não é a única prática de governança referente a conselhos de administração que vem sendo questionada. Em artigo publicado no blog de governança corporativa da Harvard Law School, sob o título “Some Thoughts for Boards of Directors in 2013”, Martin Lipton, sócio-fundador da Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, criticou a regra imposta pela Bolsa de Nova York (Nyse) de que os conselhos devem ser formados majoritariamente por membros independentes. Segundo ele, a ênfase em padrões extremamente rigorosos de independência vem à custa, muitas vezes, de outras qualidades importantes para um conselheiro, como experiência no setor e familiaridade com o negócio.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Acessar loja >




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Sim - Nada a esconder
Próxima matéria
Companhias americanas renovam CEOs



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
Sim - Nada a esconder
A arbitragem, concebida como alternativa ao Judiciário em solução de disputas, revelou-se um retrocesso para o mercado...