A polêmica escolha do novo presidente da Petrobras

6/2/2015

Governança Corporativa/Seletas / 6 de fevereiro de 2015
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Oficialmente, a escolha do presidente da Petrobras foi marcada para começar às 9h de hoje. Este seria o horário em que os integrantes do conselho de administração da companhia se reuniriam para escolher o sucessor de Maria das Graças Foster, que anunciou sua renúncia na quarta-feira. Pouco depois das 10h da manhã, no entanto, o nome de Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, já estampava o noticiário como o novo comandante da petroleira.

O episódio serviu apenas para confirmar que, novamente, o governo federal ignorou as regras mais básicas do funcionamento do mercado de capitais. Nem mesmo a formalidade de uma reunião de conselheiros de administração escapou. Os integrantes do board que representam os minoritários foram alijados do processo de escolha e tomaram conhecimento do nome escolhido pela própria imprensa.

Leia, a seguir, a íntegra da nota divulgada pelo conselheiro Mauro Cunha, que ocupa uma das vagas do board destinadas aos acionistas minoritários, após a reunião:

Assistimos hoje a mais um episódio de desrespeito ao conselho de administração da Petrobras. Os conselheiros tomaram conhecimento do nome do novo presidente da companhia pela imprensa, antes de o assunto ser discutido. Eu gostaria de dizer em público as verdades que pus em ata, mas correria o risco de sofrer retaliações, como já sofri no passado.

O acionista controlador mais uma vez impõe sua vontade sobre os interesses da Petrobras, ignorando os apelos de investidores de longo prazo.

Como diz o fato relevante, a decisão foi por maioria, e não por unanimidade — de onde se pode concluir a posição desde conselheiro.


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Tags:  Petrobras conselho de administração CAPITAL ABERTO mercado de capitais Minoritários Graça Foster renúncia Aldemir Bendine Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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1 comentário

Feb 13, 2015

Nosso país esta patinando em questão de administração, pois os escolhidos não são submetidos a concurso
publico, sempre por interesse político, não acredito que se estabeleça uma politica a altura dos avanços do
país, muito interesse pessoal dos dirigentes, pois a Lei de “Gerson” rege o país.



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