Gol de placa

Marcopolo aumenta em 282% as exportações para a África do Sul, graças à Copa do Mundo

Bimestral/Relações com Investidores/Temas/Edição 83 / 1 de julho de 2010
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Em pleno mundial de futebol, uma empresa genuinamente brasileira festeja o seu troféu. A Marcopolo – que nasceu há quase 60 anos na pequenina Caxias do Sul e ganhou o mundo com seus modelos de ônibus diversos – fez um golaço ao ampliar em 282% os embarques de ônibus para a África do Sul, apenas nos três primeiros meses do ano, em comparação com igual período do ano anterior. Foram montados 264 ônibus, ante 69 unidades em 2009, considerando-se a mesma base de comparação. As entregas de veículos para a Fifa e também para os sistemas de transportes urbanos das cidades-sede vêm sendo realizadas desde janeiro. Ao todo, somaram 700 unidades só para a Copa do Mundo.

“O fornecimento para a Copa foi fundamental para o resultado da Marcopolo neste primeiro trimestre, tanto pelo volume quanto pelo alto valor agregado dos veículos”, comentou José Rubens de la Rosa, diretor-geral da companhia, ao divulgar os números do terceiro trimestre. “Os modelos rodoviários de alto luxo e urbanos articulados, extremamente modernos, nos permitiram obter uma margem maior do que conseguimos com os veículos convencionais”

Além da África do Sul, onde tem uma unidade industrial, outro país de destaque foi a Índia. No primeiro trimestre, foram produzidos, nas duas plantas que a Marcopolo possui em parceria com a Tata Motors, um total de 2.693 ônibus, uma expansão de 211,3%. Com isso, segundo de la Rosa, a operação indiana consolidou-se como a maior unidade da fabricante brasileira no exterior em volume de produção.

Com montadoras espalhadas pelo mapa-múndi, a gaúcha Marcopolo sentiu as vantagens de ser uma empresa global. Sem dúvida, o mercado externo fez a diferença no fim das contas e, também, ajudou a embalar a dança do papel no pregão, com altas sucessivas das ações. Assim como as unidades da África do Sul e da Índia, as demais fábricas no exterior apresentaram crescimento no primeiro trimestre em comparação com igual período do ano anterior. Na Colômbia, foram fabricadas 189 unidades, uma alta de 8,6%. No Egito, a nova unidade — uma joint venture entre a Marcopolo e a GB AUTO — alcançou produção de 105 veículos, fornecidos para o mercado local. Na Argentina, a expansão foi de 17,5%, para 134 unidades. “Somente o México caiu, fruto ainda da crise mundial, com apenas 85 ônibus”, comenta de la Rosa. “Mas o mercado local já deu alguns sinais de recuperação e esperamos retomar os níveis de produção no segundo semestre.”

Por conta da solidez nas praças internacionais, a Marcopolo obteve um belo desempenho nos três primeiros meses do ano, superior ao registrado historicamente no período. A receita líquida consolidada bateu em R$ 679,2 milhões, crescimento de 46,6% em relação a igual trimestre do ano anterior. Ainda considerando-se o mesmo calendário, o lucro bruto subiu para R$ 163,7 milhões, com margem de 24,1%, contra R$ 99,8 milhões e margem de 21,5%. O ganho financeiro líquido somou R$ 5,0 milhões, pequeno, mas grandioso ante os R$ 600 mil apurados no primeiro trimestre de 2009. Esse saldo deveu-se, em grande parte, às proteções cambiais feitas sobre os contratos de exportação e ao rendimento das aplicações financeiras.

“A melhora da margem deve-se à contribuição das unidades no exterior, ao aumento do volume produzido no consolidado, que gerou ganhos de produtividade e maior diluição dos custos fixos industriais, e à melhora no mix de vendas”, informa o relatório de desempenho. Ao todo, a produção para o exterior totalizou 6.134 unidades, 55,9% a mais que no mesmo período do ano anterior, quando foram tiradas do forno 3.935 unidades.
Os negócios da Marcopolo no Brasil acompanharam o desempenho do exterior e cresceram 51,8%. Foram produzidas 4.116 unidades, contra 2.711 registradas no primeiro trimestre de 2009.

Para seguir o curso de ampliar os negócios, a Marcopolo anunciou que vai investir R$ 60 milhões em suas operações no Brasil e no exterior, até o fim do ano. Os recursos fazem parte de um programa de investimentos de R$ 330 milhões, iniciado em 2008, para modernização das fábricas, dos processos produtivos e para o desenvolvimento de sua linha de produtos. Segundo de la Rosa, a maior parte dos investimentos será alocada nas unidades brasileiras de Ana Rech e Planalto, em Caxias do Sul, e na Ciferal, no Rio de Janeiro.

Desde 2008, a companhia vem apostando alto na modernização de suas três fábricas. Com isso, conseguiu aumentar a capacidade de produção e elevar o padrão de qualidade dos ônibus. De acordo com de la Rosa, o lançamento da Geração 7 de ônibus rodoviários, realizado em agosto do ano passado, e a prorrogação, até 2011, das concessões das linhas interestaduais federais foram os principais impulsionadores do crescimento das vendas de ônibus rodoviários.


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