Virada no mercado imobiliário afeta fundos

Gestão de Recursos/Adiante/Edição 127 / 1 de março de 2014
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O aumento da quantidade de imóveis comerciais vagos em grandes cidades começa a preocupar os investidores de fundos imobiliários (FIIs). Um levantamento da consultoria Cushman & Wakefield indica que a taxa de vacância de imóveis corporativos de alto padrão na capital paulista chegou a 17,2% no fim de 2013. O preço médio do aluguel, por sua vez, recuou 14,5% no ano. De acordo com dados da consultoria imobiliária Nai Dworking, a taxa de desocupação está nos patamares mais elevados desde 2005. “O cenário para os próximos dois anos é pessimista”, afirma José Diniz, diretor de FIIs da Rio Bravo Investimentos.

A partir do segundo semestre de 2013, alguns empreendimentos pertencentes a fundos imobiliários foram entregues. Os gestores, agora, correm atrás de inquilinos para ocupá-los. O fundo CEO Cyrela Commercial Properties, do BTG Pactual, por exemplo, ainda não conseguiu alugar nenhum dos sete andares que possui na torre South do edifício Corporate Executive Offices, no bairro carioca da Barra da Tijuca — o empreendimento foi entregue em agosto de 2013. Já o fundo Vila Olímpia Corporate, da RB Capital, que detém seis andares do edifício homônimo, localizado na zona sul de São Paulo, locou apenas um dos pavimentos desde que o prédio recebeu o habite-se, também em agosto. E o BC Fund, também do BTG Pactual, o maior fundo imobiliário do País, divulgou em janeiro que dois inquilinos não renovarão seus contratos de aluguel; com isso, oito pavimentos do edifício Eldorado Business Tower, em São Paulo, vão ficar vagos, o que corresponde a 9,2% da receita de locação do fundo.

Fatores desse tipo ajudaram a empurrar para baixo o valor das cotas dos FIIs negociados na BM&FBovespa. Em 2013, o Ifix (índice que mede o desempenho médio dos fundos imobiliários) recuou quase 24%. Do fim do ano até 19 de fevereiro, a queda já acumulava 9%.

Ilustração: Eric Peleias


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