Neozelandeses não compreendem documentação de oferta



Uma pesquisa feita pela Bolsa de Valores da Nova Zelândia e pela Financial Markets Authority (FMA), reguladora do país, revelou que há falta de clareza nas informações prestadas pelas companhias durante seu processo de abertura de capital. O levantamento consultou 303 investidores individuais, dos quais 201 participaram de alguma oferta pública inicial de ações (IPO) recentemente. Do total, 85% leram os documentos ligados à oferta, mas apenas 15% analisaram todos eles do início ao fim. Os 15% restantes sequer se deram ao trabalho de lê-los.

Com relação ao entendimento dos textos, 7% dos entrevistados os consideraram de fácil compreensão e 63% razoavelmente fáceis. Para os outros 30%, as informações foram complicadas de decifrar. Além disso, 25% dos investidores consultados relataram alguma dificuldade para encontrar os dados mais importantes nos documentos da oferta.

A FMA considerou o resultado do estudo negativo e afirmou que continuará ouvindo os investidores, com o objetivo de criar recomendações para os emissores sobre a linguagem mais apropriada.

Desde 2013, o governo neozelandês vem realizando IPOs de companhias estatais, principalmente do setor de energia, o que tem atraído investidores para a bolsa. Esse cenário aumentou a preocupação dos reguladores com o correto entendimento dos materiais das ofertas. De acordo com dados da Bloomberg, a Nova Zelândia conta com 148 companhias listadas.


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