Investidores rumam para o exterior em busca de ações

No quesito aporte de recursos, os fundos de ações acumulam o pior desempenho do ano. Os resgates somam R$ 36,2 bilhões até o fim de setembro, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Diante do ingresso de apenas R$ 22 bilhões, o saldo está …

Edição 2 / Gestão de Recursos / Seletas / Reportagem
/ 13 de novembro de 2015
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Fundos de acoes_S2_Pt

Ilustração: Grau 180.com

No quesito aporte de recursos, os fundos de ações acumulam o pior desempenho do ano. Os resgates somam R$ 36,2 bilhões até o fim de setembro, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Diante do ingresso de apenas R$ 22 bilhões, o saldo está negativo em R$ 14,2 bilhões. O patrimônio líquido da categoria encolheu quase 8% e agora totaliza R$ 158,7 bilhões.

A fuga é resultado da instabilidade econômica e política, do fraco desempenho da bolsa — o Ibovespa acumula queda de 10% no ano —, mas também da oferta reduzida de ativos no pregão. Atualmente, a BM&FBovespa possui 359 companhias listadas, das quais cerca de 200 são negociadas em 90% dos pregões. Diante desse cenário, cada vez mais investidores compram ações no exterior para diversificar o portfólio.

A Rio Bravo Investimentos é um exemplo. No dia 5, anunciou uma parceria com a gestora inglesa Columbia Threadneedle. Juntas, criaram um fundo multimercado que investirá, no mínimo, 95% dos recursos em empresas sediadas na Europa. O produto será um espelho do Threadneedle European Select Fund, no mercado desde 1986 e com patrimônio líquido de US$ 4,2 bilhões. A gestora estrangeira entrará com o conhecimento na seleção de ativos; a Rio Bravo, com sua rede de relacionamento.

“Conversamos por seis meses com investidores institucionais para escolher o foco do produto”, conta Eduardo Levy, gestor da Rio Bravo. Uma possibilidade era lançar um fundo global; outra, criar um veículo dedicado a comprar ações de um mercado específico. “Concluímos que, diante do potencial de valorização, a melhor estratégia de diversificação seria oferecer um portfólio voltado para ações europeias”, diz. O novo fundo nasce com patrimônio de R$ 33 milhões, aportado pela Columbia Threadneedle e pela Rio Bravo.


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