Insider trading rende multa de R$ 17 milhões para Petros

Gestão de Recursos / Seletas / Edição 11 / Reportagem / 10 de dezembro de 2015
Por 


Ilustração: Grau 180.com.

Ilustração: Grau 180.com.

A Petros, segundo maior fundo de pensão do País, patrocinado pela Petrobras, foi multada em R$ 17,1 milhões por insider trading com ações da Brasil Telecom (BRT, hoje integrante do Grupo Oi). A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exigiu o pagamento do dobro da perda evitada ao concluir que a fundação vendeu ações de posse de informação privilegiada.

O julgamento, realizado em 8 de dezembro, remete a um caso antigo. Em 14 de janeiro de 2010, a BRT divulgou fato relevante informando ao mercado que sua provisão para contingências judiciais sofreria um ajuste de R$ 2,5 bilhões no balanço de 2008. A mudança, resultado da revisão e conciliação de práticas contábeis, acabou por impactar os registros da união entre a Telemar e a BRT.

A Petros sabia da informação. O assunto foi debatido em 10 de dezembro de 2009, durante a reunião prévia dos signatários do acordo de acionistas da Telemar, da qual a fundação era integrante. De acordo com a CVM, a Petros começou a vender sua posição no dia 28 de dezembro e, até a divulgação do fato relevante, em janeiro seguinte, já tinha se livrado de 77% das ações ordinárias que detinha e 55% das preferenciais. A operação evitou perdas de R$ 8,5 milhões.

Ex-conselheiro da Laep é punido em R$ 600 mil por insider trading

No dia 9 de dezembro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julgou outro caso de insider trading. Othiel Rodrigues Lopes, ex-conselheiro da Laep, foi condenado a pagar R$ 600 mil em multas por ter vendido BDRs com base em informações privilegiadas.

A alienação dos BDRs foi solicitada pela diretoria da Laep, com a autorização do conselho de administração, para que os recursos fossem emprestados à própria companhia para a quitação de dívidas. A transação, no entanto, aconteceu às vésperas do anúncio de dois fatos relevantes, ambos de janeiro de 2010: o aporte de R$ 120 milhões do fundo GEM e uma operação de conversão de dívidas.

Embora a transação tenha sido de venda das ações, Lopes acabou condenado por deter, naquele momento, a informação privilegiada.

Outros nove ex-executivos da companhia também alienaram seus papéis, mas foram inocentados, por não deterem a informação. Segundo a CVM, ainda que tenha sido efetuada a pedido da companhia e sem o intuito de obtenção de vantagem econômica, a transação de Lopes era irregular.


Quer continuar lendo?

Você já leu {{limit_offline}} conteúdo(s). Gostaria de ler mais {{limit_online}} gratuitamente?
Faça um cadastro!

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Petros Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Companhias com mais mulheres na liderança têm retorno maior, mostra pesquisa
Próxima matéria
Sem socorro




Recomendado para você




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Companhias com mais mulheres na liderança têm retorno maior, mostra pesquisa
Companhias com três ou mais mulheres no conselho de administração registraram um retorno médio de 10,1% entre o fim de 2009...