Companhias com duas classes de ações desagradam investidores

Gestão de Recursos / Internacional / Edição 130 / 1 de junho de 2014
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Nos Estados Unidos, tem sido comum os empreendedores abrirem o capital de suas companhias com uma estrutura acionária criada para mantê-los no controle. Tome-se como exemplo Mark Zuckerberg, do Facebook. Uma ação sua tem poder de voto dez vezes maior do que as adquiridas pelos investidores no concorrido IPO da rede social, em maio de 2012. Situação semelhante existe no Google: os dois fundadores somam 61% dos votos, mesmo com apenas 16% das ações. O site chinês de comércio eletrônico Alibaba também quer aderir à moda. Decidiu realizar seu IPO em Wall Street, já que a Bolsa de Hong Kong proíbe o lançamento de ações com diferentes poderes políticos. Se conseguir a aprovação da Securities and Exchange Commission (SEC), sua oferta no mercado americano pode levantar mais de US$ 15 bilhões.

Nas assembleias deste ano, entretanto, vários acionistas se mostraram desgostosos com a prática. O Google, a operadora de TV a cabo Cablevision e a transportadora de carga Swift Transportation foram alvos de propostas de acionistas para acabar com a existência de duas classes de ações. No caso do Google, o pedido pela igualdade de direitos de voto teve 22% de apoio — percentual considerável, uma vez que os fundadores Larry Page e Sergey Brin votaram contra. Page fez questão de defender a estrutura atual, dizendo que ela garante o foco da empresa em inovação, e não apenas em incrementos de curto prazo. Ter apenas uma classe de ação não está, definitivamente, no horizonte do Google. Em abril deste ano, a empresa decidiu emitir um terceiro tipo de papel, sem qualquer poder de voto.

Ilustração: Eric Peleias


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