Com retorno médio de 17,1%, indústria de private equity busca formas de ter mais rentabilidade

6/11/2014

Gestão de Recursos/Seletas / 6 de novembro de 2014
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O retorno anual médio dos fundos de private equity entre 2010 e 2012 foi de 17,1%. “É uma taxa igual à dos melhores retornos dos fundos dos Estados Unidos de 2005 a 2012”, observa Cláudio Furtado, diretor do Centro de Estudos de Private Equity (GVCepe). Furtado, entretanto, deixa claro que o número deve ser analisado com cuidado: a média esconde extremos (os retornos variaram entre -56% e 188%) e é difícil encontrar dados adequados. Apesar de positivo e comparável ao de bons fundos estrangeiros, o retorno brasileiro perde brilho se descontados os custos de oportunidade: cai para 4%, de acordo com os pesquisadores. Os dados fazem parte de um estudo do GVCepe, que analisou 285 veículos de investimento em participações.

“A taxa de retorno líquida média está próxima do CDI”, compara José Carlos Magalhães, sócio da Tarpon. Para terem rendimentos acima da média, os fundos usam estratégias diferentes. A gestora General Atlantic vem investindo em companhias não relacionadas ao desempenho do PIB, como o site de pesquisa e reserva de passagens aéreas e diárias em hotel Decolar, por exemplo. A TMG Capital decidiu se aventurar no território da biotecnologia; sua aposta recai sobre a consolidação de um fabricante nacional de insulina, substância usada para o tratamento de diabetes. “O Brasil é a única nação emergente que não tem produção doméstica de insulina”, diz Luiz Francisco Viana, sócio da TMG.

O BTG tem uma estratégia mais ousada. Enquanto muitos fundos só aplicam em participação acionária, eles usam também debêntures conversíveis para fazer seus aportes — inclusive fora do País. “Fizemos três investimentos em 2013, nenhum no Brasil”, conta Marcelo Hallack, gestor da área de private equity do BTG Pactual. Uma das empresas investidas é espanhola; as outras duas são africanas.

A pesquisa mostrou também que o dinheiro que fundos de private equity e venture capital têm para aplicar em empresas promissoras vem aumentando ano a ano. Os resultados, divulgados hoje, mostram um crescimento de 32% no período analisado, passando de US$ 43,9 bilhões para US$ 58,1 bilhões.


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Tags:  private equity venture capital CAPITAL ABERTO mercado de capitais biotecnologia General Atlantic GVcepe Tarpon BTG Cláudio Furtado Marcelo Hallack TMG Capital Luiz Francisco Viana José Carlos Magalhães Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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