Fundos soberanos já somam 40 e tendem a se disseminar



Os fundos de riqueza soberanos foram um dos principais focos das atenções dos mercados de capitais internacionais nos últimos meses. Mas seu impacto sobre os demais acionistas, principalmente outros investidores institucionais, recebeu pouca cobertura. Para suprir essa lacuna, o grupo RiskMetrics publicou um relatório no qual apresenta cinco resultados principais:

1) Os fundos soberanos, veículos de investimento controlados por governos e financiados com superávits de reservas de moedas estrangeiras, já estão firmemente estabelecidos. Atualmente, são cerca de 40 fundos com US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões de ativos sob gestão, com previsão de crescimento para US$ 10 trilhões a US$ 15 trilhões em 2015. Esses fundos tendem a ser os maiores acionistas de algumas das maiores companhias do mundo;

2) Os investidores institucionais tradicionais e os demais agentes de mercado ainda estão tentando entender os objetivos e as estratégias de investimento desses grandes investidores. Uma das iniciativas em curso partiu do FMI, que vem trabalhando com um grupo de fundos soberanos para desenvolver um código de conduta voltado à transparência de suas ações;

3) Há uma grande preocupação com a atuação “desengajada” dos fundos soberanos. Alguns investidores tradicionais afirmam que sua inclinação para ações sem direito a voto poderia contribuir para o entrincheiramento e o baixo desempenho dos gestores;

4) Os fundos de riqueze soberanos podem servir como uma força estabilizadora do mercado, já que não têm de vender seus papéis rapidamente devido a necessidades de liquidez. Além disso, a recente crise dos subprime mostrou que eles possuem capacidade e interesse em investir em companhias problemáticas;

5) Enquanto alguns são muito transparentes em relação aos seus objetivos e a sua carteira de investimentos, como o fundo soberano da Noruega, outros ainda são muito opacos. Entretanto, uma pressão excessiva por elevados padrões de disclosure desses investidores pode simplesmente fazer com que eles evitem investimentos diretos, aumentando a alocação de capital em fundos hedge e de private equity.

Conteúdo extra

Veja a pesquisa do RiskMetricks Group sobre os poderosos fundos soberanos.


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