Fundo soberano chinês quer cautela na compra de ícones dos EUA

Captação de recursos/Internacional/Temas/Edição 54 / 1 de fevereiro de 2008
Por  e


A crise dos créditos imobiliários de alto risco dos Estados Unidos, os chamados subprime, trouxe boas oportunidades de negócios para alguns fundos soberanos, especialmente os asiáticos. A China Investment Corp. (CIC), fundo soberano chinês com mais de US$ 200 bilhões de patrimônio, tirou proveito do subprime quando adquiriu, em dezembro do ano passado, units conversíveis em ações do banco Morgan Stanley, no valor de US$ 5 bilhões. Na época, o Morgan Stanley, um dos maiores bancos de investimento dos EUA, anunciara baixas contábeis totais de US$ 9,4 bilhões, decorrentes, em grande parte, do terremoto financeiro causado pela crise hipotecária.

Atento aos desdobramentos desse abalo no restante da economia norte-americana, o rico fundo soberano chinês estaria de olho também em outros grandes bancos e empresas de investimentos, que viram o preço de suas ações despencar. Em matéria veiculada pela Reuters no dia 4 de janeiro, Geoffrey Yu, estrategista do UBS em Cingapura, afirmou que esta é uma oportunidade única para a China adquirir mais ícones norte-americanos, mas que, para isso, precisa agir logo. Afinal, as empresas do Tio Sam podem se recuperar e se tornar mais ariscas à aproximação de fundos soberanos.

Mas a CIC parece não querer ir com tanta sede ao pote. O fundo não quer repetir a experiência da compra de ações da Blackstone Group antes de seu IPO, em maio. Na ocasião, a CIC precisou de apenas três dias para abocanhar US$ 3 bilhões da firma de private equity, e hoje amarga uma desvalorização de 20% com os papéis. A injeção no Morgan Stanley, segundo a agência de notícias, indica que os chineses aprenderam a lição e ficaram mais cautelosos. Mais demorado, o negócio foi feito de forma a permitir que a CIC receba um retorno de 9% anuais até seu investimento se converter em ações em 2010.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 36 00

Mensal

Acesso Digital
-
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Completa

R$ 42 00

Mensal

Acesso Digital
Edição Impressa
Desconto de 10% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Corporativa

R$ 69 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 15% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital

Clube de conhecimento

R$ 89 00

Mensal

Acesso Digital - 5 senhas
-
Desconto de 20% em grupos de discussão, workshops e cursos de atualização
Acervo Digital | Acervo de Áudios



Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Ásia Fundos de investimento Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Relatório conclui que a SOX reduziu fraudes contábeis
Próxima matéria
Bolsas de emergentes confirmam sua força em relatório da WFE



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Recomendado para você





Leia também
Relatório conclui que a SOX reduziu fraudes contábeis
Passados cinco anos da promulgação da Lei Sarbanes-Oxley, o investidor norte-americano encontra um ambiente com menos escândalos...
{"cart_token":"","hash":"","cart_data":""}