Especulação valoriza small caps na Bolsa de Valores



Uma onda de boatos varreu a Bolsa de Valores nos últimos meses e fez com que companhias até então de liquidez inexpressiva passassem a destaque em vários pregões. A campeã foi a Telebrás, a empresa remanescente da antiga gigante estatal de telecomunicações. Nos seis meses encerrados em 22 de fevereiro, a Telebrás acumulou alta de mais de 600%, segundo dados da consultoria Economática. Os rumores de reativação da empresa para prestação dos serviços de universalização da banda larga, até então esparsos, ganharam força com recentes declarações do presidente Lula — embora a companhia afirme, inclusive em resposta aos questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que nenhuma decisão tenha sido tomada. Enquanto os boatos correm pelo mercado, os investidores elevam a Telebrás ao patamar de blue chip. Somente em fevereiro (até o dia 22), foram negociados R$ 206,9 milhões com ações da companhia, valor ofuscado apenas por papéis de Petrobras, Vale e OGX.

Há casos em que o movimento especulativo foi interrompido. Com seu registro suspenso desde o dia 11 de fevereiro, por estar inadimplente com a CVM na prestação de informações periódicas, a Agrenco ainda aparecia, no dia 22, no quarto lugar da lista da Economática, com alta de 295%. Em outros, como o da Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários (Cobrasma), a especulação segue a todo vapor. A empresa chegou a ser a maior fabricante de material ferroviário da América Latina, produzindo e montando algumas das principais redes de trens urbanos do País. Agora, com o processo de licitação do trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro, suas ações voltaram aos holofotes. Os volumes de negociação têm crescido a cada mês. Em setembro, suas ações movimentavam apenas R$ 28 mil. Em fevereiro, foram R$ 2,1 milhões.

Fora da boataria estão as ações do Banco PanAmericano, com valorização de 74% em seis meses. A instituição teve 49% de seu capital votante (ou 36,6% do capital total) adquirido pela Caixa Econômica Federal, o que mudou sua avaliação. “Os riscos característicos de um banco pequeno foram reduzidos”, diz Clodoir Gabriel Vieira, economista da corretora Souza Barros. Fernando Salazar, da Fator, concorda com os benefícios. “A tendência é de redução do custo de captação do PanAmericano e melhora nas margens de lucro”, diz.


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