Distância geográfica influi na qualidade da governança

Bimestral/Governança Corporativa/Temas/Internacional/Edição 76 / 1 de dezembro de 2009
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Num mundo globalizado, divisas e fronteiras são barreiras cada vez menores para a atuação de investidores. Mas os atores locais ainda são um componente precioso para a geração de valor das companhias. Foi o que descobriu um estudo desenvolvido por pesquisadores das Universidades de Miami, do Texas e de Mannheim, nos Estados Unidos.
Analisando a carteira de 13 fundos de pensão norte-americanos, entre 1980 e 2007, o trabalho detectou que, quanto maior a participação desses investidores em empresas sediadas no mesmo estado, melhores são as práticas de governança corporativa dessas companhias. Por exemplo, empresas californianas investidas pela CalPERS tendem a apresentar melhores práticas do que as demais do portfólio do fundo de pensão dos funcionários públicos da Califórnia, sediadas em outros estados.
Uma das explicações para isso reside no fato de o investidor conseguir desempenhar o monitoramento da empresa com maior acuidade. Comparados com os não locais, investidores domésticos têm menores custos para obter informações sobre a administração e as operações da companhia. “Instituições locais também têm maior probabilidade de pertencer às mesmas redes sociais da administração, o que lhes permite exercer maior influência sobre as políticas corporativas”, sinalizam os autores.
A remuneração dos executivos foi um dos pontos que apresentou variações em função da distância geográfica entre empresas e investidores institucionais. Na média, a remuneração anual do CEO de uma companhia local foi US$ 524 mil menor que a de um diretor presidente não local. O risco de a empresa sofrer aquisições hostis e class actions também foi mitigado (incidência 12,6% e 11,69% menores, respectivamente).

Leia, na íntegra, o estudo Distance Matters




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