Rumo à padronização

Avaliadores de ativos brasileiros discutem adoção de padrões internacionais

Contabilidade e Auditoria / Edição 112 / 1 de dezembro de 2012
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Profissionais de auditorias e bancos de investimentos discutem a adoção de padrões internacionais de avaliação de empresas (valuation) no Brasil. Atualmente, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) emite regras para esse trabalho, mas, de acordo com Cláudio Ramos, sócio da KPMG no Brasil, a convergência com práticas internacionais tende a facilitar a entrada de investidores estrangeiros em companhias nacionais.

Um código de 128 páginas contendo orientações sobre o tema foi lançado pelo International Valuation Standards Council (IVSC) no fim de 2011 e está sendo divulgado em vários países. No Brasil, o porta-voz foi Steven Sherman, presidente do conselho do IVSC e sócio da KPMG. Ele acredita que, ao seguir as normas propostas, os profissionais podem evitar um dos seus maiores pesadelos: a necessidade de republicar informações financeiras em razão de erros de avaliação. “Nos últimos dez anos, as falhas ao avaliar ativos tangíveis e intangíveis nos Estados Unidos foram responsáveis por cerca de 50% das republicações”, diz.

A adoção do padrão, entretanto, ainda levará tempo para acontecer. No momento, o documento do IVSC está sendo traduzido para o português, e o conselho internacional só reconhecerá a validade da tradução após ela ser aprovada pelas quatro principais auditorias. Depois disso, é necessário um debate com reguladores — como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central — e uma série de audiências públicas com participantes do mercado. (Bruna Maia)



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