Novo relatório do auditor reforça transparência

Os relatórios dos auditores independentes que serão publicados a partir de 2017 devem chegar ao mercado com relevantes alterações em relação ao modelo tradicional, mudanças que devem reforçar a transparência e aprimorar a prestação de contas a todos os públicos interessados nas companhias abertas …



Geraldo Soares*/ Ilustração: Julia Padula

Os relatórios dos auditores independentes que serão publicados a partir de 2017 devem chegar ao mercado com relevantes alterações em relação ao modelo tradicional, mudanças que devem reforçar a transparência e aprimorar a prestação de contas a todos os públicos interessados nas companhias abertas brasileiras. No conteúdo do “novo relatório do auditor”, como é comumente denominado, continuará constando a opinião dos auditores. Haverá, no entanto, relatos mais informativos dos trabalhos executados e da forma como a opinião da auditoria foi estruturada.

O novo modelo de relatório deverá esclarecer e detalhar as questões mais relevantes na auditoria das demonstrações financeiras, descrevendo as principais áreas de foco da auditoria. Nesse contexto, será apresentada uma nova seção, para comunicação dos principais assuntos de auditoria (PAA) — trata-se de pontos que exigiram do auditor maior reflexão e análise de julgamento para certificar-se de que estão adequadamente refletidos nas demonstrações financeiras da empresa.

Os assuntos que são mais relevantes diferem em grau e natureza de uma empresa para outra. O auditor deve descrevê-los com clareza e exprimir com exatidão qual é a área de foco, articulando, de forma apropriada, a razão pela qual o assunto foi considerado relevante na auditoria, e como foi abordado. Os relatórios deverão ter uma linguagem não genérica, adaptada às circunstâncias específicas da empresa auditada, para que os públicos interessados entendam as informações e explicações e percebam o valor agregado do trabalho.

Como 2017 é o ano de implantação do novo relatório do auditor no Brasil, espera-se uma grande discussão dentro das empresas — e, depois da divulgação, repercussão significativa entre os públicos interessados. Pensando em oportunidades, o novo modelo de relatório pode aperfeiçoar os procedimentos e os controles internos das divulgações de informações. É uma abordagem nova que tem tudo para melhorar nosso mercado de capitais.


*Geraldo Soares (geraldosoares9@terra.com.br) é superintendente de relações com investidores do Itaú Unibanco


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