Função de auditor interno ganha caráter mais consultivo, no Brasil e no mundo

É o que mostra pesquisa feita pela Deloitte em parceria com o IIA Brasil. Foram ouvidos 1,2 mil profissionais de 29 países

Contabilidade e Auditoria / Deloitte | Audit & Assurance / 6 de outubro de 2016
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O anseio por mudanças na auditoria interna no Brasil segue a tendência mundial das transformações relacionadas à tecnologia, aos modelos de reporte e a um maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação. A conclusão é da pesquisa “Auditoria Interna no Brasil – Análise comparativa das tendências globais para uma função em transformação”, feita pela Deloitte em parceria com o Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil).

Para o estudo, foram ouvidos mais de 1,2 mil líderes da área, de 29 países. O Brasil teve o maior número de respondentes (201). “O desejo por mudanças na atividade no Brasil segue uma tendência mundial por transformações em tecnologia, modelos de reporte mais objetivos e interativos e maior equilíbrio entre as funções consultivas e de avaliação, como forma de viabilizar uma atuação relevante e estratégica, pautada na geração de valor”, afirma Paulo Vitale, sócio da área de Risk Advisory da Deloitte.

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No entanto, para que exista mudança efetiva na função de auditor interno, todas as áreas da empresa devem igualmente modificar o próprio olhar sobre a atividade. “A auditoria interna manterá a sua independência, profissionalismo e a busca continua na transformação de seus processos alinhada aos desafios empresariais das organizações. Mas, cada vez mais, dará espaço a uma atuação mais integrada e colaborativa”, explica Alex Borges, sócio da área de Risk Advisory e líder da prática de auditoria interna da Deloitte.

Conheça a seguir os dez principais pilares dessa transformação.

1. Líderes de auditoria interna reconhecem a necessidade de mudança. Uma parcela expressiva (85% da amostra global e 82% da amostra do Brasil) acredita que a auditoria interna deve passar por mudanças moderadas ou significativas.

2. Auditoria interna precisa de mais impacto e influência. Grande parte dos respondentes busca um aumento da influência dos auditores sobre o nível executivo, que pode ser ampliada por meio de abordagem alinhada aos riscos prioritários e à estratégia da organização.

3. Lacunas em habilidades devem ser endereçadas. As qualificações em prevenção e detecção de fraudes (citadas por 70% dos brasileiros), análise de dados (67%) e modelos de riscos (66%) tendem a ser as mais demandadas.

4. Modelos alternativos de alocação de pessoas vão se expandir. Modelos como o do guest auditor (profissional de outra área da organização envolvido nas atividades da auditoria interna) e o do auditor rotation (possibilidade de os auditores assumirem outras funções de liderança) devem ganhar força.

5. Analytics apresenta grandes oportunidades. Apesar de uma forte demanda pela utilização de ferramentas de analytics, a capacitação para o emprego dessas técnicas ainda é básica para a maior parte (55%) dos representantes das empresas globais da amostra e para uma parcela expressiva (39%) dos respondentes do Brasil.

6. Relatórios dinâmicos conquistam espaço. As ferramentas de visualização e análise dinâmicas podem contribuir para a melhora de comunicação e reporte. Essas práticas, no entanto, ainda são pouco exploradas pelos participantes do estudo.

7. Abordagem de advisory vai se expandir. Creem que a proporção de serviços de advisory (consultoria) vai aumentar num prazo de três a cinco anos 55% dos respondentes no mundo e 48% no Brasil. Na amostra nacional há uma indicação maior (26%) em relação à amostra global (13%) de que a proporção de serviços de assurance aumentará.

8. Inovação ganha importância. As áreas em que as empresas esperam maior inovação no médio prazo são antecipação a riscos e análise de dados.

9. Análises de planejamento estratégico e gestão de riscos vão aumentar. Do total de participantes globais, 35% fazem a avaliação do planejamento estratégico, percentual que tende a crescer para 53% num futuro próximo.

10. Orçamentos de auditoria interna estáveis podem representar desafios. Entre os respondentes do Brasil, 88% indicaram a perspectiva de manutenção ou aumento de seus orçamentos nos próximos anos. Na amostra global, o percentual é similar, de 90% dos respondentes.

Para conhecer a pesquisa completa acesse www.deloitte.com.br



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