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Consultorias em guerra
RIWeb quer processar a MZ por fraude e concorrência desleal ao divulgar supostas falhas em sites

Depois de anos liderando com folga o segmento de consultoria de Relações com Investidores (RI), a MZ Consult, fundada por Rodolfo Zabisky, começa a enfrentar uma pressão mais forte da concorrência. E, no que depender da RIWeb, empresa do grupo Comunique-se especializada em comunicação on-line, esse enfrentamento pode chegar à Justiça. O motivo são os e-mails enviados pela MZ a cinco companhias abertas que apontavam supostos erros em seus sites de RI, todos desenvolvidos pela RIWeb. As mensagens foram encaminhadas no dia 12 de fevereiro a BRMalls, CCDI, Estácio Participações, Localiza e OHL. Elas traziam anexos em formato PDF, que continham imagens dos sites com informações trocadas. Nesses documentos, a cotação das ações da Lopes, por exemplo, aparecia na página da CCDI, e a da Lopes no da BRMalls.

Num dos e-mails ao qual a CAPITAL ABERTO teve acesso, funcionários da MZ alertavam que a distorção dos dados poderia provocar questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) à diretoria de RI e afetar a credibilidade da companhia. “Dois investidores já nos ligaram para relatar tais falhas, imaginando que seu website de RI estivesse hospedado com a MZ (no nosso datacenter de alta confiabilidade em Miami)”, dizia o texto. O e-mail dizia ainda que o “atual fornecedor tem utilizado uma mera plataforma de clipping de jornais (desenvolvida “por” e “para” jornalistas), oferecendo um produto inapropriado tecnicamente para a área de RI”.

Rodrigo Azevedo, CEO e fundador do Comunique-se, acusa a MZ de ter forjado os sites com defeito. Segundo ele, os verdadeiros sites, por nenhum momento, apresentaram os problemas relatados. “Eu teria perdido os clientes se tivesse cometido esse equívoco”, diz. Fontes ligadas às cinco companhias negaram ter detectado os erros relatados pela MZ ou recebido reclamações de investidores. Mesmo assim, entraram em contato com Azevedo para saber a origem dos links que direcionavam para as páginas erradas. Procurado pela CAPITAL ABERTO, Rodolfo Zabisky preferiu não conceder entrevista. Por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou ter remetido as mensagens e informou ter recebido, por e-mail, os referidos links de um investidor. De acordo com a assessoria, a MZ não checou nos sites das empresas se as falhas estavam, de fato, no ar, antes de enviar os avisos. Apenas clicou nos links, capturou as telas com um “print screen” e gerou os PDFs.

Mas, se os sites estavam corretos, fica a dúvida sobre de onde veio a bagunça flagrada pela MZ. Para Rodrigo Azevedo, não foi um simples truque de Photoshop. Quem falsificou as páginas se aproveitou de uma “desatenção” da RIWeb. Por meio da inserção de determinados códigos nos endereços dos sites de RI, era possível criar páginas falsas. Esse “efeito temporário” ficava visível apenas nos endereços adulterados, segundo Azevedo. Enquanto isso, os sites reais permaneciam intactos. Depois desse episódio, a RIWeb eliminou essas brechas.

Azevedo pretende processar a MZ por fraude, concorrência desleal, falsidade ideológica e perdas e danos. Segundo a advogada Patricia Peck, especialista em direito digital, para se proteger da acusação de fraude a MZ deveria ter provas dos erros coletados nos sites. Os PDFs não valem. Um tabelião precisaria ter acessado as páginas, confirmado a existência dos erros e dado seu testemunho em ata notarial. A assessoria da MZ afirma que a empresa não seguiu esse procedimento porque não buscava acusar a RIWeb. Seu intuito seria o de fazer um simples alerta a ex-clientes. Rodrigo Azevedo, por sua vez, produziu as atas, com o objetivo de atestar a manipulação. Caso o processo seja levado adiante, somente uma perícia técnica poderá desvendar o mistério: quem mexeu nos sites? “No mundo digital, as testemunhas são as máquinas, pois as provas são cada vez mais eletrônicas”, diz Patricia.


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