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Carl Icahn estreia blog pessoal e dispara críticas às empresas

O bilionário norte-americano e ativista da governança corporativa Carl Icahn estreou no mês de junho seu blog pessoal (www.icahnreport.com). Icahn é conhecido pela compra de participações acionárias significativas e por sua luta contra o status quo do modelo de governança de empresas como RJR Nabisco, Texaco, Phillips Petroleum, Western Union, Viacom, BEA Systems e Time Warner, desde os anos 80.

O blog, dedicado a apresentar suas opiniões sobre questões de governança corporativa, chama a atenção já na frase de abertura de Icahn: “muitas pessoas morrem lutando contra a tirania. O mínimo que posso fazer é votar contra ela”.

Os seis primeiros textos do blog dão uma idéia da atual insatisfação do investidor com as práticas de governança das empresas norte-americanas. Em Corporate Democracy is a Myth, ele descreve a irrelevância dos acionistas nas decisões das empresas americanas, que, afirma, estão mais próximas de um estado socialista/totalitarista do que de uma democracia. Em Absurdity of Corporate Board Elections, critica duramente o sistema de eleição de conselheiros vigente, por privilegiar a escolha de indicados pelos antigos conselheiros e executivos das companhias e por proibir aos acionistas de incluir novos nomes nos manuais de assembléias (proxy statements). Em About CEOs — Anti Darwinian Metaphor — Survival of the Unfittest, Icahn descreve uma metáfora sobre como o atual modelo corporativo, por meio de incentivos perversos, faz com que os executivos mais incompetentes (e que criam menos atritos) ascendam nas companhias em detrimento dos melhores. Absurdity of the Staggered Board contém uma crítica aos conselhos com mandatos diferenciados dos seus membros. De acordo com Icahn, esse tipo de sistema faz com que o conselho seja dividido em grupos, o que torna virtualmente impossível a um ativista ou a um novo grande acionista a substituição da maioria dos membros. Em Comments on Sandy Weill’s Statements Concerning Citigroup, ele comenta os problemas de sucessão de lideranças do Citigroup que contribuíram para os atuais prejuízos e problemas financeiros da instituição. E em Absurdity of the Poison Pill, tece mais uma dura crítica, desta vez aos diversos mecanismos que dificultam a tomada de controle das companhias e que, segundo o ativista, estão presentes em mais de 1.500 companhias norte-americanas.


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