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Tombo no lucro de teles e elétricas leva investidores a buscarem outras pagadoras de dividendos

Relações com Investidores/Temas/Edição 109 / 1 de setembro de 2012
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Famosas pela generosa distribuição de dividendos, as companhias dos setores elétrico e de telecomunicações não têm saciado o bolso dos acionistas como antigamente. Enquanto as primeiras tiveram seus lucros abatidos pela diminuição do índice de reajuste de tarifas proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as segundas provavelmente terão a última linha do balanço comprimida por investimentos em infraestrutura exigidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Como resultado, pagadoras de dividendo menos óbvias entraram na mira dos investidores.

Uma delas é a fabricante de calçados Grendene. Ao longo de 2011, ela distribuiu mais de R$ 219 milhões em dividendos, cifra 66% maior que a depositada na conta dos acionistas em 2010. O aumento fez com que a companhia ganhasse espaço no portfólio da gestora de recursos carioca Bogari Investimentos. “Já gostávamos da companhia devido à boa geração de caixa. Quando ela anunciou que ampliaria a distribuição de dividendos, aumentamos a posição”, diz Érico Argolo, analista chefe da gestora.

O valor distribuído aos sócios cresceu porque a Grendene decidiu somar ao lucro líquido os incentivos fiscais recebidos. Até 2010, não adotava essa prática, segundo lhe faculta a Lei 11.941/09, que instituiu o Regime Tributário de Transição (RTT). Ao promover a mudança, a empresa elevou a parcela do lucro distribuída como dividendos de aproximadamente 40% do lucro líquido para cerca de 75%.

Outra boa aposta para quem está atrás de dividendos copiosos, na visão de Argolo, é a consultora de seguros Brasil Insurance, que abriu o capital em outubro de 2010. No ano passado, ela distribui R$ 3,49 por ação. “O setor de seguros tende a crescer, e essa companhia precisa reinvestir muito pouco.” Em 2011, o lucro da Brasil Insurance foi de R$ 106,8 milhões, oito vezes maior do que o registrado em 2010.


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