Vencedoras da categoria de ativos superiores a R$ 15 bilhões

Weg, Cielo, Itaú Unibanco

Captação de recursos / As Melhores Companhias para os Acionistas / Edição 136 / 1 de dezembro de 2014
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1º lugar: Weg – Motor aquecido

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Primeira colocada em sua categoria, a Weg tem conseguido se sair bem em meio à perda dinamismo da indústria nacional. O segredo? Uma estratégia baseada em diversidade de negócios, investimentos em inovação e internacionalização das operações. O sucesso dessa tríade fica evidente no balanço da companhia, líder de mercado em motores elétricos para uso industrial na maior parte de América Latina. Em 2013, seu lucro operacional líquido depois do pagamento de impostos subiu R$ 134 milhões em relação ao ano anterior, chegando a R$ 668 milhões. A linha da receita é outro destaque: atingiu R$ 6,8 bilhões em 2013. A empresa investe cerca de 2,5% da receita líquida anual em pesquisa e desenvolvimento. Esse direcionamento não só estimula a criação de novos produtos, como gera eficiência. “Com essa prática, reduzimos o consumo de matérias-primas nobres, como cobre e aço, e ao mesmo tempo melhorarmos o desempenho operacional dos motores elétricos”, afirma o diretor de finanças da companhia, Paulo Polezi.

Para manter sua posição de destaque e ampliar o faturamento — a meta é chegar a R$ 20 bilhões em 2020 —, a Weg tem ampliado presença nos mercados em que atua e aproveitado oportunidades em novos segmentos de negócios.
Ao longo dos últimos anos, por exemplo, agregou ao portfólio serviços de manutenção em transformadores.

2º lugar: Cielo – Crescimento certo

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Líder em soluções de pagamentos eletrônicos na América Latina, a Cielo tem seu bom desempenho ancorado na percepção de que ainda tem muito a crescer com a progressiva substituição do cheque e do dinheiro pelo cartão. Em 2013, o volume transacionado por esse meio de pagamento subiu 17,9% em comparação a 2012, somando R$ 837 bilhões.

E não há dúvida que o valor tem grandes chances de subir: hoje, 28% de tudo o que as famílias brasileiras consomem é pago em cartão. Por isso, nem mesmo o acirramento da concorrência no setor, estimulado pelo governo federal, chega a ser um balde de água fria para a companhia. “Regionalmente, existem muitos lugares em que o uso do cartão ainda não atingiu a curva de maturidade observada nos grandes centros urbanos. Podemos ganhar mercado neles”, destaca Clóvis Poggetti, vice-presidente de finanças da Cielo.

A empresa também está de olho em inovações que possam reforçar sua liderança no mercado nacional. Um exemplo recente é o Cielo Mobile, plataforma que transforma o smartphone e o tablet em máquinas de cartões.

A estratégia traçada pela companhia tem gerado bons frutos. No quesito TSR-Ke, obteve nota 10. O indicador atingiu 44,5%, enquanto a mediana da categoria foi de -12,8%. Sua política de dividendos, que estabelece distribuição mínima de 50% do lucro, favoreceu esse resultado e tem levado à empresa a figurar entre as favoritas nas listas de analistas e investidores.

3º lugar: Itaú Unibanco – Boas margens

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O Itaú Unibanco nada de braçada. Terceiro colocado em seu grupo deste prêmio, encerrou 2013 com um lucro líquido de R$ 15,7 bilhões. Foi o maior resultado da história do mercado financeiro nacional, a despeito da desaceleração da economia. E tudo leva a crer que, neste ano, os ventos continuarão a soprar a favor: entre janeiro e setembro, o lucro líquido da instituição financeira alcançou R$ 14,7 bilhões, alta de 33% em relação ao ano anterior.

O bom desempenho deve-se ao crescimento da carteira de crédito, ao controle de despesas e à oferta de novos serviços. “A margem financeira com clientes e com o mercado [operações de tesouraria] tem aumentado”, observa Marcelo Kopel, chefe de relações com investidores da companhia. A margem financeira com clientes atingiu R$ 13,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de 15,6% em relação ao mesmo período de 2013. Já a carteira de crédito (avais, fianças e títulos privados) progrediu 11,5% em 12 meses, totalizando R$ 536,2 bilhões.

O Itaú mantém a estratégia de focar a venda de financiamentos de menor risco. O empréstimo consignado, por exemplo, galgou 21,9% no terceiro trimestre, atingindo R$ 36,4 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, essa modalidade de empréstimo teve alta de 77,1%. Já o crédito imobiliário obteve expansão de 4,9% no trimestre e 22,4% nos últimos 12 meses, alcançando a cifra de R$ 27,5 bilhões.

Para manter o bom resultado, o Itaú tem investido em aumento de produtividade e eficiência. Diversas áreas tiveram sua estrutura simplificada e processos foram revistos para evitar a duplicação de esforços.

Os acionistas não têm do que reclamar. A instituição registrou variação positiva de 2,8% em seu EVA, contra 1,3% da mediana da categoria. No item TSR-Ke, o Itaú tirou nota 9. Seu retorno econômico por ação foi de 0,4%.


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