Vencedoras da categoria de ativos de R$ 5 bilhões a R$ 15 bilhões

Duratex, Natura e Cielo

Captação de recursos/Governança Corporativa/As Melhores Companhias para os Acionistas/Edição 123 / 1 de novembro de 2013
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1º lugar: Duratex – Resultados excepcionais

O ano de 2012 foi excepcional para a Duratex. Distribuidora de insumos para a construção civil e marcenaria, a empresa bateu recorde de receita líquida e de geração de caixa operacional, motivo pelo qual conquistou um EVA de 4,4%, ante a mediana de -0,1% de sua categoria. Grande parte dessa geração de valor está ligada à sua estratégia expansionista. Entre 2012 e outubro de 2013, a companhia investiu R$ 265,3 milhões em três aquisições. As compras visam à diversificação do negócio e à entrada em novos mercados. No ano passado, a Duratex adquiriu uma participação de 37% na Tablemac, empresa líder no segmento de painéis de madeira na Colômbia.

No item governança corporativa, a empresa também alcançou ótimos resultados: conquistou nota 8,4, ante a mediana 6,7 de seu grupo. Comprometida em seguir as melhores práticas de gestão, a Duratex alterou a sua política de remuneração, com o objetivo de incluir metas atreladas a variáveis socioambientais na avaliação de desempenho da diretoria. Também em 2012, fundou um comitê de partes relacionadas, formado por três membros independentes. “Eles analisam frequentemente os relatórios de operações e negócios da empresa”, explica Flávio Donatelli, diretor financeiro e de relações com investidores.

Outro ponto forte é o retorno total ao acionista. A companhia exibe um TSR – Ke de 59,6%, bastante superior à mediana da categoria, de 1,4%. Entre 2 de abril de 2012 e 23 de outubro de 2013, as ações subiram 32,3%.

Vale lembrar que, no ano passado, a Duratex promoveu a sucessão do CEO, Henri Penchas, que alcançou a idade limite definida no estatuto social para exercer o cargo. Pela primeira vez na empresa, esse processo foi feito com candidatos internos, reforçando a meritocracia. O escolhido foi o engenheiro florestal Antonio Joaquim Oliveira, funcionário de carreira.

2º lugar: Natura – Novas fronteiras

A Natura já foi por diversas vezes vencedora do prêmio As Melhores Companhias para os Acionistas. Este ano, alcançou a segunda colocação, graças a sua capacidade de gerar bons resultados, mesmo diante de um cenário econômico desafiador e do avanço de concorrentes como O Boticário, Mary Kay e Jequiti.

Em 2012, ampliou a receita líquida em 13,5%, para R$ 6,3 bilhões. Já o Ebitda atingiu R$ 1,5 bilhão, com margem de 23,8%. Diante de números tão robustos, é fácil entender por que a companhia registrou uma variação de EVA de 3,9%, enquanto a mediana de sua categoria foi negativa em 0,1%.

O percentual obtido na geração de valor ao acionista está ligado a alguns fatores, entre eles os bons resultados conquistados pela Natura no mundo: as operações internacionais encerraram 2012 representando 11,6% da receita líquida, fatia recorde desde o início da expansão na América Latina, a partir de 2010. Também no ano passado a empresa conseguiu dar passos importantes rumo ao aumento da eficiência operacional: reduziu o prazo de entrega para os consultores de venda — hoje, eles somam 1,2 milhão —, duplicou o número de pedidos entregues em até 48 horas, e alcançou o menor índice de indisponibilidade de produtos dos últimos dez anos. Os avanços são fruto dos investimentos robustos da Natura em infraestrutura e tecnologia, que, ano passado, totalizaram R$ 437 milhões.

Em governança corporativa, a companhia tirou a nota mais alta entre as vencedoras do prêmio. Constantemente preocupada em evoluir no tema, anunciou, em 2012, a entrada de três novos membros em seu conselho de administração, que passou a ter nove integrantes. “Nenhum deles tem vínculo formal com o controlador”, garante Fábio Cefaly, diretor de relações com investidores da Natura.

3º lugar: Cielo – Foco em inovação

Presente em 99,6% dos municípios brasileiros, a Cielo conta, atualmente, com cerca de 1,3 milhão de clientes credenciados ativos. Para continuar crescendo, a companhia — hoje a única do setor listada na bolsa — tem apostado cada vez mais em inovação.

No ano passado, por exemplo, anunciou uma aliança estratégica com a CyberSource, líder global no fornecimento de soluções de gestão de pagamentos, para lançar no Brasil uma ferramenta de prevenção à fraude no comércio eletrônico. A empresa passou a oferecer, ainda, a função crediário na sua maquininha. Por meio dela, o lojista pode facultar ao portador de cartão a possibilidade de pagar as suas compras em até 48 parcelas. “Estar à frente dos outros exige da empresa líder uma capacidade maior de se reinventar”, avalia Roberta Noronha, diretora de relações com investidores da Cielo.

Ao que tudo indica, a companhia está no caminho certo: seu EVA foi de 14,8%, frente à mediana da categoria de -0,1%. Em 2012, a Cielo avançou tanto em termos de receita líquida como de Ebitda. Os indicadores subiram, respectivamente, 29% e 28% sobre o ano anterior, atingindo R$ 5,427 bilhões e R$ 3 bilhões.

No quesito governança corporativa, a empresa teve a segunda mais alta da categoria: conquistou 8,4, ante a mediana de 6,7 do seu grupo. De acordo com Roberta, a pontuação reflete o histórico de adoção de boas práticas de governança pela companhia desde 2009, quando realizou seu IPO no Novo Mercado da BM&FBovespa. No item TSR – Ke, que engloba a valorização em bolsa mais os dividendos pagos ao acionista, a Cielo entregou 17,1%, contra a mediana de 1,4%. No período analisado pelo prêmio — de 2 de abril de 2012 a 28 de março de 2013 —, o papel da empresa teve valorização de 17%.


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