Vencedoras da categoria de ativos de R$ 5 bilhões a R$ 15 bilhões

Cesp, Estácio, Sulamérica

Captação de recursos / As Melhores Companhias para os Acionistas / Edição 136 / 1 de dezembro de 2014
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1º lugar: Cesp – Valeu dizer não

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A decisão de não renovar as concessões de ativos de geração de energia, conforme as regras estipuladas pela MP 579, em setembro de 2012, fez bem ao caixa da Cesp, medalha de ouro em sua categoria. A opção permitiu à elétrica direcionar energia do mercado cativo (formado por consumidores residenciais e pequenas empresas) para o livre (composto de grandes empresas que podem escolher o fornecedor), onde a energia chegou a ser cotada em R$ 822 o MWh, patamar histórico, em razão da estiagem dos últimos dois anos.

Os números do balanço mostram que a decisão foi acertada. No primeiro semestre, o lucro líquido da Cesp somou
R$ 1,3 bilhão, alta de 121,1% ante os seis primeiros meses do ano passado. A iniciativa também trouxe impactos para a estratégia da companhia. Ao abrir mão da maior parte dos seus ativos de geração, a Cesp tem agora o desafio de se recriar. “Estamos preparando a companhia para voltar a investir. Provavelmente utilizaremos recursos próprios e financiamentos para isso, sem prejuízo da política de dividendos aos acionistas”, afirma o diretor de relações com investidores da elétrica, Almir Fernando Martins. Segundo ele, está em andamento um processo de planejamento estratégico que visa indicar os rumos para os próximos anos. O foco deve ser, principalmente, o investimento em fontes renováveis de energia.

No ano passado, o lucro operacional líquido após impostos da Cesp subiu R$ 433 milhões em relação a 2012, e o encargo de capital se retraiu em R$ 102 milhões. Com isso, houve uma variação positiva no EVA da elétrica de R$ 535 milhões. A diferença rendeu à Cesp nota 9 nesse critério.

2º lugar: Estácio – Boletim exemplar

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Uma das maiores organizações privadas de ensino superior do Brasil, a Estácio recebeu duas notas 10 neste prêmio: uma no quesito EVA e outra no TSR-Ke. Em governança também está entre as melhores da turma: tirou 9,3. As pontuações fizeram com que a Estácio levasse medalha de prata para a casa.

A empresa tem ganhado participação no segmento de educação com uma estratégia que combina crescimento orgânico e aquisições. No ano passado, por exemplo, pagou cerca de R$ 600 milhões pela Uniseb, reforçando presença no mercado paulista. O resultado da compra pode ser visto nos números recentes: no terceiro trimestre, registrou receita operacional líquida de R$ 624 milhões, alta de 42% em comparação a um ano antes. O número de alunos também subiu: está 38% maior. Desconsiderando as aquisições, a companhia apresentou expansão orgânica de 23,2% no período.

O modelo tem gerado valor aos acionistas. O EVA da Estácio registrou variação positiva de 5,4% de 2012 para 2013, contra 1% da mediana da categoria. No quesito retorno econômico por ação, também foi exemplar. Seu TSR-Ke atingiu 51,3%, enquanto a maior parte das empresas da categoria registrou um percentual negativo.

Para manter esse desempenho, a Estácio tem ampliado sua atuação. Passou a oferecer neste ano cursos técnicos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Eles foram disponibilizados em
23 unidades da Estácio no Rio de Janeiro, com 12,6 mil alunos matriculados nas vagas referentes ao primeiro edital, de 2014, e 12,3 mil alunos no segundo. Outro foco tem sido a educação corporativa. Há um ano a Estácio criou uma célula para prospectar negócios nesse nicho.

3º lugar: Sulamérica – Acionista seguro

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A ascensão social e o consequente desejo das pessoas de proteger seus bens têm rendido bons frutos para a SulAmérica, terceira colocada neste prêmio. Entre os critérios que a levaram ao pódio está o retorno econômico por ação. Enquanto a mediana do grupo nesse quesito foi negativa (-15,2%), na seguradora o TSR-Ke atingiu 17,9%.

Os números do balanço explicam o bom humor dos investidores com a empresa. A SulAmérica encerrou 2013 com receita consolidada total recorde, de R$ 14,7 bilhões, e lucro líquido recorrente de R$ 480,4 milhões, o segundo maior da história da companhia. Entre os destaques operacionais que permitiram o alcance desses resultados, pode-se citar a performance do segmento de seguro de automóveis, que registrou forte elevação na receita de prêmios (22,6% no ano), e da frota segurada, que se expandiu em 9,2%. A melhor noticía é que há muito espaço a conquistar. “A fatia dos seguros em relação ao PIB no Brasil está em 4,3% no Brasil; no mundo, atinge 6,3%”, afirma o vice-presidente de relações com investidores da SulAmérica, Arthur Farme D’Amoed Neto.

A companhia também está atenta a novas oportunidades: em 2012, adquiriu o controle da Sulacap, uma das maiores empresas de títulos de capitalização. Com a compra, passou a oferecer o produto como alternativa ao seguro-fiança. Caso o inquilino dê calote, o dinheiro aplicado no título é revertido ao proprietário. E, no mercado corporativo de seguros, a SulAmérica tem apostado em desenvolver produtos voltados para pequenas e médias empresas, um nicho que tem crescido cerca de 25% ao ano. As estratégias têm criado valor para os acionistas. O EVA da companhia registrou variação positiva de 2,5%, superior à mediana da categoria (1%).


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