Vencedoras da categoria de ativos até R$ 2 bilhões

AES Eletropaulo, Magazine Luiza, Gafisa

Captação de recursos/As Melhores Companhias para os Acionistas/Edição 136 / 1 de dezembro de 2014
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1º lugar: AES Eletropaulo – A ordem é otimizar

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Concessionária de distribuição de energia elétrica da região metropolitana de São Paulo, com cerca de 6,5 milhões de clientes, a AES Eletropaulo leva a medalha de ouro nesta categoria. A elétrica registrou, em 2013, lucro operacional líquido após impostos de R$ 215 milhões, R$ 97 milhões acima de 2012. Como o encargo sobre o capital se retraiu em R$ 22 milhões, houve uma variação positiva de R$ 119 milhões no EVA. O resultado é fruto de uma série de medidas para fortalecer o caixa e manter a rentabilidade. Elas foram promovidas a partir de 2002, quando a companhia passou pelo terceiro ciclo de revisão periódica de tarifas promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Realizada a cada quatro anos em média, a revisão visa reavaliar a base de ativos das distribuidoras e compartilhar ganhos de eficiência com consumidores. Na ocasião, a Aneel determinou uma redução média de 9,33% das tarifas da Eletropaulo.

Para equilibrar as contas, foram colocadas em prática ações para desalavancar a companhia. Uma delas é um programa de contenção de gastos, que gerou uma economia, em 2013, de aproximadamente R$ 180 milhões, em comparação ao ano anterior. Uma das iniciativas responsáveis por essa diminuição foi a troca da sede da empresa da Vila Olímpia, em São Paulo, para Barueri, produzindo uma queda do custo de locação. “Reunimos no mesmo prédio quase 2 mil colaboradores que antes trabalhavam em vários prédios segregados. Com a mudança, ativos foram liberados para a venda”, conta Gustavo Pimenta, vice-presidente financeiro da AES Eletropaulo. Segundo ele, a otimização dos investimentos efetuados nos últimos anos também foi crucial para manter os bons resultados.

2º lugar: Magazine Luiza – Ajustes bem-vindos

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O ano de 2012 e o primeiro trimestre de 2013 foram de ajuste para o Magazine Luiza, segunda colocada. A rede varejista precisou calibrar seus negócios para capturar sinergias e oportunidades de negócios geradas por duas importantes aquisições: a da Lojas Maia e da rede Lojas do Baú. “O resultado de 2013 é o primeiro sinal de que as compras foram muito positivas”, comenta Daniela Bretthauer, diretora de relações com investidores da companhia. No ano passado, o EVA atingiu 8,8%, número bastante superior à mediana de sua categoria nesse quesito, de -0,6%.

A aquisição do controle das Lojas Maia por R$ 300 milhões, dona de 150 pontos de venda em nove estados do Nordeste, ocorreu em julho de 2010. O interesse pela compra é fácil de entender: o Nordeste tem crescido duas vezes mais rápido que o Sul e o Sudeste, regiões onde o Magazine Luiza concentra sua atuação. “A rede era muito focada em móveis. Agora estamos diversificando o mix de produtos, o que vai contribuir para a melhoria de margens”, ressalta Daniela.

As compras também exigiram que o Magazine Luiza aprimorasse sua infraestrutura logística para atender mais rápido aos clientes, especialmente os do Nordeste. Se, há um ano, o centro de distribuição em São Paulo levava uma semana ou mais para fazer a entrega de um produto comprado pelo site da Lojas Maia, hoje esse período caiu para três a quatro dias. Já o custo de frete caiu 70%. Com uma logística mais eficiente, a empresa se prepara para a expansão do comércio virtual, que hoje responde por cerca de 20% de sua receita, mas tem potencial para alcançar 35% em cinco anos.

3º lugar: Gafisa – Arrumando a casa

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O boom imobiliário do fim da década passada levou as construtoras a ampliar seu raio de atuação e ingressar em novos segmentos, como o de baixa renda, que passava a crescer com a criação do programa Minha Casa, Minha Vida.
A Gafisa seguiu exatamente esses passos. Fincou sua bandeira em 21 dos 26 estados do País e adquiriu a Tenda, voltada para a base da pirâmide. A expansão gerou queda de rentabilidade, atrasos e estouros nos orçamentos. Em 2011, a empresa chegou a registrar prejuízo líquido de cerca de R$ 1 bilhão. Para sair do marasmo, promoveu uma virada operacional: focou sua atuação em algumas cidades do Sudeste e efetuou mudanças no modelo de gestão da Tenda. Os resultados dessas iniciativas começaram a se materializar no balanço em 2013, que apurou vendas de R$ 2,9 bilhões e lucro líquido de R$ 1,3 bilhão. Os números ajudaram a Gafisa a conquistar a medalha de bronze.

Com o intuito de aumentar o caixa, ação necessária para expandir os lançamentos, a Gafisa se desfez em 2013 de 70% da empresa de loteamentos residenciais Alphaville, o que gerou um ingresso de caixa de R$ 1,5 bilhão. Além de contribuir para diminuir a alavancagem, o montante foi usado para pagamento de dividendos e recompra de ações.

Para aumentar sua geração de valor, a Gafisa estuda, inclusive, separar seus negócios dos da Tenda. “Hoje, uma série de atividades e funções administrativa das duas empresas já foram segregadas e atuam de modo independente”, explica Sandro Gamba, presidente da Gafisa. A companhia tirou pontuação 9 na avaliação de EVA.




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