OTCQX quer ter o dobro de companhias brasileiras até 2012

Bimestral / Captação de recursos / Internacional / Edição 100 / 1 de dezembro de 2011
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Dona da principal plataforma de negociações do mercado de balcão norte–americano, a OTC Markets está otimista com o Brasil. Até o primeiro trimestre de 2012, espera dobrar o número de brasileiras que negociam American depositary receipts (ADRs) em seu ambiente premium, o OTCQX International. Lançado em 2007, o segmento se destina a companhias estrangeiras que já sejam listadas em uma bolsa de seu país de origem e se disponham a publicar informações financeiras em inglês. Hoje, das 50 brasileiras que negociam ADRs nos mercados da OTC, seis estão no OTCQX: ALL Logística, Cielo, JBS, Klabin, Lupatech e MRV.

A OTC prega que as companhias devem se perguntar o seguinte: por que arcar com os altos custos regulatórios e de listagem numa bolsa nos Estados Unidos se é possível manter um volume significativo de negociação estando no mercado de balcão? “A Deutsche Telekom negocia, hoje, no OTCQX, mais de 70% do volume que tinha na Nyse, com 10% menos de complexidade e esforço.”, disse, em entrevista à CAPITAL ABERTO, Cromwell Coulson, CEO da OTC Markets. Nos últimos tempos, grandes empresas da Europa Ocidental, incluindo Basf e Allianz, migraram da Nyse para o OTCQX. A taxa para negociar ações no segmento é de US$ 15 mil ao ano.

O resultado financeiro divulgado pela OTC no mês passado é um sinal de que os ventos estão mesmo favoráveis ao mercado de balcão norte–americano. De janeiro a setembro, seu lucro líquido totalizou US$ 3,6 milhões, um aumento de aproximadamente US$ 1,8 milhão em relação ao mesmo período do ano passado. A Securities and Exchange Commission (SEC) também editou, em novembro, uma norma que vai beneficiar esse ambiente de negociação. A regra define que empresas frutos de fusão reversa não poderão se listar na Nasdaq ou Nyse sem passar antes um ano negociando ações no mercado de balcão norte–americano ou em outro mercado regulamentado do país. Outra opção para essas companhias será cumprir o “treinamento” numa bolsa estrangeira.


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