No lugar certo (Dufry)

À espera da Copa, companhia de free shop aproveita expansão do setor aéreo

Captação de recursos / Alta & Baixa / Edição 127 / 1 de março de 2014
Por 


Ninguém sabe ainda quem ganhará a Copa do Mundo do Brasil. Já se sabe, contudo, que a Dufry vai ganhar dinheiro com o evento em suas lojas de free shop (com isenção ou redução de imposto). Fundada em 1865, em Basileia, a companhia é listada na Suíça e no Brasil. Atua em 45 países e tem 1.350 lojas em aeroportos, navios de cruzeiro e pontos turísticos — por aqui, está presente em 16 aeroportos.

Neste ano de incertezas para os mercados emergentes, a empresa chama a atenção dos investidores por ter um pé em cada canoa: a moeda que circula em suas lojas é o dólar, mas ela atua no varejo brasileiro e será beneficiada pela demanda gerada pela Copa.

A Dufry soube se posicionar. Os 600 mil estrangeiros que o Brasil deve receber para o Mundial vão encontrar instalações novas da empresa suíça quando desembarcarem por aqui. Foram investidos, no ano passado, US$ 275 milhões para aumentar os espaços de venda em 69%, em aeroportos recentemente concedidos pelo governo federal. A companhia ganhou contratos para explorar por dez anos áreas no terminal 3 de Guarulhos e nas expansões de Brasília e de Natal; e, por cinco anos, as instalações de Viracopos e Goiânia.

A expansão elevou as despesas, mas a receita líquida da varejista na região que considera Brasil e Bolívia cresceu 5% no terceiro trimestre de 2013. É que os brasileiros estão viajando e gastando em dólar como nunca. Em 2013, passaram pelos aeroportos nacionais 6,2 milhões de passageiros; para este ano, a perspectiva é de 7,2 milhões. O aumento das vendas é um motivo citado por Felix Remmers, do Credit Suisse, para se ter uma visão positiva sobre a empresa. A ação da companhia encerrou os 12 meses terminados em 5 de fevereiro com alta de 32,1%.

Quem conhece bem o varejo no Brasil está otimista com a empresa, a ponto de se tornar seu acionista. É o caso do empresário Abilio Diniz, que, junto com a gestora de recursos Tarpon, comprou 5,22% das ações ordinárias da Dufry AG no fim do ano passado.

Além da Copa, há a perspectiva de crescimento da companhia em um novo nicho de mercado: as chamadas lojas de fronteira. A lei para esse tipo de comércio já foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas precisa ser regulamentada para entrar em vigor. O Credit aumentou as estimativas de performance da empresa para 2013 a 2015, depois do anúncio da compra do Hellenic Duty Free. Segundo Remmers, a Dufry ganhou novas concessões na Ásia e está sendo beneficiada globalmente pelo número crescente de passageiros aéreos. Tudo isso explica por que a receita líquida global da companhia subiu 42,4% entre o terceiro trimestre de 2012 e o mesmo período de 2013, de R$ 1,78 bilhão para R$ 2,54 bilhões.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a algumas reportagens.

Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} reportagens gratuitas

Seja um assinante!

Você atingiu o limite de reportagens gratuitas. Que tal se tornar nosso assinante? Além do acesso ao mais especializado conteúdo do mercado de capitais, você terá descontos de até 30% em nossos encontros e cursos. Aproveite!


Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  CAPITAL ABERTO mercado de capitais Dufry Abílio Diniz AEROPORTOS Suíça Copa do Mundo free shop Felix Remmers Hellenic Duty Free Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Cauda do cometa (Sonae Sierra)
Próxima matéria
Menos estímulo para os CRIs




Recomendado para você




Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.



Leia também
Cauda do cometa (Sonae Sierra)
Tudo pela metade do preço. Não foi uma liquidação, mas a queda no valor do papel da proprietária e administradora de shopping...