Investidor pessoa física busca proteção nos CRIs

Captação de recursos / Bimestral / Edição 99 / 1 de novembro de 2011
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Os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) caíram no gosto dos investidores pessoa física. Na RB Capital, especializada em operações de crédito estruturado e investimentos imobiliários, as emissões de CRI somaram mais de R$ 10 bilhões nos últimos três anos. Desse montante, 60% está nas mãos de investidores individuais. E a expectativa é de que o percentual cresça ainda mais.

“Considerando a pressão inflacionária dos últimos meses e o período de volatilidade da Bolsa, ficou interessante investir em CRI”, analisa Frederico Paglia, associado da área Corporate & Institutional, da RB Capital. Os investidores encontram nos CRIs uma proteção contra a inflação porque os retornos dos certificados são, em geral, atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O sucesso dos CRIs entre as pessoas físicas não esbarrou nem nas limitações da Instrução 476, que exige que as emissões sejam adquiridas por, no máximo, 20 investidores. No ano, as emissões tradicionais de CRIs somam R$ 3,126 bilhões, e as realizadas por meio da Instrução 476, R$ 4,304 bilhões. “Já conseguimos realizar operações de até R$ 80 milhões com 20 CPFs”, conta Slavik Merkouloff, sócio da área de distribuição da RB Capital.

O apetite pelos papéis, no entanto, não inibe as reivindicações para que o valor mínimo das cotas seja reduzido. De acordo com as regras da CVM, as ofertas públicas devem ter um ticket mínimo de R$ 300 mil e aquelas com esforços restritos, de R$ 1 milhão. “O valor alto inibe o mercado secundário”, explica Romeu Pasquantonio, diretor de distribuição da Brazilian Finance and Real State (BFRE).


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Tags:  Investidores Pessoa Física CRIs Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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