COE avança no Brasil com estrutura conservadora

O Certificado de Operações Estruturadas (COE), instrumento que representa uma cesta de derivativos, completou dois anos no mercado brasileiro com R$ 7,7 bilhões em estoque (montante disponível). Somente no ano passado, foram emitidos R$ 8,7 bilhões em COEs, o que representa um crescimento de 39% em …

Captação de recursos/Seletas/Edição 19/Reportagem / 26 de fevereiro de 2016
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Ilustração: Grau 180.com.

Ilustração: Grau 180.com.

O Certificado de Operações Estruturadas (COE), instrumento que representa uma cesta de derivativos, completou dois anos no mercado brasileiro com R$ 7,7 bilhões em estoque (montante disponível). Somente no ano passado, foram emitidos R$ 8,7 bilhões em COEs, o que representa um crescimento de 39% em relação a 2014. Os dados são da Cetip, câmara que oferece infraestrutura para registro, depósito e liquidação do produto.

No Brasil, as emissões de COE ainda são conservadoras. A grande maioria das operações (93,6%) tem valor nominal protegido, o que impede a perda do principal investido. “Isso é natural, já que estamos falando de um produto em processo de amadurecimento e comprado, sobretudo, por investidores pessoa física”, afirma Fábio Zenaro, superintendente de produtos da Cetip. Segundo ele, no mercado europeu, onde o COE existe há cerca de 20 anos, predominam as emissões com possibilidade de perda do principal. O maior risco dá ao investidor a chance de obter ganhos superiores ao da taxa de juros.

De acordo com a Cetip, em 2015 as pessoas físicas absorveram 91,7% das emissões de COEs. Já as pessoas jurídicas compraram 8,2% dos certificados e o investidor institucional ficou com apenas 0,1%.

Apesar dos números animadores, Zenaro não se arrisca a fazer projeções para este ano. O executivo reconhece a dificuldade do COE para competir com juros altos e com produtos mais conhecidos e que desfrutam de isenção tributária, como a letra de crédito do agronegócio (LCA). O ponto positivo, afirma, é a possibilidade de oferta pública, regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em outubro passado. “Esse é um passo importante, por permitir a participação de bancos sem capilaridade própria para fazer a distribuição, principalmente os estrangeiros. A expectativa é de crescimento da indústria, mas não me arrisco a apontar um volume. Seria chute”, diz.


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