Ano começa morno para os IPOs nos EUA

Captação de recursos/Internacional/Edição 115 / 1 de março de 2013
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Enquanto no Brasil o ano iniciou soprando bons ventos para as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) — os papéis da empresa da tecnologia Linx, o primeiro IPO do ano, foram vendidos no teto da faixa de preços prevista e ainda subiram 18% no primeiro dia —, nos Estados Unidos um cenário bem menos auspicioso parece aflorar. Um levantamento feito pela Renaissance Capital, especializada em pesquisas sobre aberturas de capital, destaca que dos oito IPOs previstos para ocorrer na primeira semana de fevereiro, três sofreram perdas no primeiro dia, um estreou com atraso, e dois emissores adiaram suas ofertas. Apresentaram bons resultados apenas as ofertas da produtora de impressoras 3D ExOne e da fabricante de produtos de madeira Boise Cascade.

A consultoria não se arrisca a dizer, entretanto, que os resultados indicariam um ano de pouca empolgação dos investidores com as aberturas de capital nos Estados Unidos. As três companhias que adiaram a estreia são de pequeno porte — atraentes, portanto, a um grupo muito específico de investidores. Duas dessas emissoras são estrangeiras: o Banco Nacional da Jamaica e a QGOG Constellation (Queiroz Galvão Óleo e Gás), brasileira sediada em Luxemburgo. A última cancelou seu IPO de US$ 550 milhões devido à alta dependência que possui da Petrobras, vista com maus olhos pelos investidores.

Apesar de, como um todo, o mercado de IPOs parecer anêmico, a consultoria lembrou que, graças à boa performance da ExOne e da Boise Cascade, o índice de rentabilidade das ofertas iniciais recentes teve resultado positivo: o retorno médio das 24 aberturas de capital realizadas nos últimos 90 dias nos Estados Unidos foi de 28%.




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