Ação de futuro (BB Seguridade)

Seguradora cumpriu promessas feitas no IPO, e a bonança tende a continuar

Captação de recursos / Alta & Baixa / Edição 128 / 1 de abril de 2014
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Resultado, segurança, perspectiva de crescimento e boa governança. Essa combinação é capaz de seduzir qualquer investidor, e a BB Seguridade tem se esforçado nesse sentido.

Criada em dezembro de 2012, a companhia fez sua oferta pública inicial de ações (IPO) em abril do ano seguinte no Novo Mercado. Na ocasião, arrecadou R$ 11,5 bilhões, a maior captação do mundo em 2013. Nos 12 meses subsequentes à estreia, o papel subiu 50,9%. Embora o mercado já esperasse um resultado forte, os números do quarto trimestre foram ainda melhores — 12% acima do consenso, como assinalou o relatório do Credit Suisse. Em 2013, o lucro líquido ajustado da BB Seguridade cresceu 29%, para R$ 2,3 bilhões. Desse total, 80% se tornaram dividendos, pagos semestralmente.

A distribuição desse percentual de lucros foi uma das promessas feitas pela BB Seguridade durante o IPO.
Desde a oferta, “o mercado vem observando uma sucessão de entregas”, conforme destaca o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Werner Suffert. São exemplos a eleição de um conselheiro de administração independente representante dos minoritários e a diversificação dos negócios, com a compra de participação minoritária no IRB e a joint-venture na Brasildental, em associação com a Odontoprev.

Quem investe na ação aposta no potencial de crescimento da seguradora, representado pelo acesso a uma base de mais de 60 milhões de clientes do Banco do Brasil. A promessa da BB Seguridade é vender algum produto de seguro para 30% desse contingente nos próximos cinco anos. Apesar dos resultados conquistados em 2013, o atual nível de adesão aos produtos de seguro pela clientela do banco é exatamente o mesmo da época do IPO: 13%. Nesse item, portanto, a promessa ainda é devida.

De todo modo, as chances de o percentual crescer são grandes, e o resultado efetivo colhido até agora parece convincente. Tanto que, em seu relatório, o Credit Suisse brincou com os bons números: “Não ligou para o seu corretor ainda? Apresse-se; o preço da seguradora vai subir”. Os analistas Victor Schabbel, Marcelo Telles e Alonso Garcia, autores do documento, projetam para 2014 um lucro líquido de R$ 3 bilhões, que deve ser responsável por puxar a alta dos papéis.

A estimativa é a mesma dos analistas Eduardo Rosman, Gustavo Lobo e José Luis Rizzardo, do BTG Pactual. Neste ano, acreditam, os juros mais altos devem beneficiar as receitas financeiras. Se as projeções estiverem corretas, a seguradora vai distribuir ao redor de R$ 2,4 bilhões para seus acionistas. Sem dúvida um bom atrativo em tempos de mercado conturbado.


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Tags:  IPO Banco do Brasil Odontoprev CAPITAL ABERTO mercado de capitais BB Seguridade seguradora Werner Suffert IRB Brasildental Victor Schabbel Marcelo Telles Alonso Garcia Eduardo Rosman Gustavo Lobo José Luis Rizzardo Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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