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A volta dos BDRs
Recibos devem se beneficiar de aval do BC para arbitragem de estrangeiros

As listagens de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) ressuscitaram em fevereiro. Depois de quase três anos sem nenhuma companhia essencialmente estrangeira listar recibos na Bolsa paulista, a petroleira canadense Pacific Rubiales e a incorporadora argentina TGLP ingressaram no pregão. A última listagem desse tipo havia sido da também argentina Solvay Indupa, em 2009.

Um dos grandes obstáculos à decolagem do mercado de BDRs patrocinados (aqueles em que a própria companhia, e não o banco depositário, decide listar os papéis) é a pouca liquidez dos recibos. O argentino Banco da Patagônia, por exemplo, que listou BDRs em julho de 2007, começou bem, mas acabou patinando no volume de negociação. O seu pico de volume negociado aconteceu exatamente uma semana após a estreia, quando foram movimentados R$ 14 milhões em um pregão. No último dia 26 de fevereiro, foram negociados parcos R$ 3 mil.

Cientes da dificuldade, Pacific Rubiales e TGLP se esforçam para conquistar investidores. “Elas estão realizando road shows e contrataram formadores de mercado para tornarem–se conhecidas e alavancarem as negociações”, diz Cristiana Pereira, diretora de relacionamento com empresas e institucionais da BM&FBovespa.

Cristiana acredita que os BDRs da Pacific Rubiales podem ter uma história diferente em termos de liquidez. Não apenas pelo esforço da companhia em promover as negociações dos papéis, mas também graças a uma mudança regulatória ocorrida em fevereiro do ano passado. O Banco Central autorizou, nessa ocasião, que investidores estrangeiros de uma companhia com BDRs listados pudessem converter suas ações nesses títulos, aumentando as possibilidades de arbitragem com os papéis. Antes disso, as ações só podiam ser convertidas em BDRs pela própria empresa ou por investidores brasileiros. “Isso expandiu o mercado para o grupo de estrangeiros”, afirma a diretora.

As duas companhias optaram por ingressar no nível II de BDRs na BM&FBovespa. Isso quer dizer que não houve captação de recursos por meio de uma oferta, apenas a listagem dos títulos. Na opinião de Cristiana, a tendência é que elas venham a usar o mercado brasileiro como fonte de captação no futuro, fazendo uma oferta pública de recibos.

Com a dupla de novatas, mais o Banco da Patagônia e a Solvay Indupa, chega a quatro o número de companhias essencialmente estrangeiras que listaram recibos no País. Há outros sete BDRs na BM&Bovespa, mas seis são de companhias que atuam no Brasil; e um é da Latam, originária da fusão da chilena LAN com a brasileira TAM.


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