Brasil sobe dois pontos em ranking global de boas práticas

Contabilidade e Auditoria/Governança Corporativa/Governança/Temas/Edição 64 / 1 de dezembro de 2008
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A agência de rating de governança corporativa Governance Metrics International (GMI) divulgou os resultados de sua avaliação anual das práticas de governança de 4.200 companhias em todo o mundo, incluindo 600 de países emergentes e 60 do Brasil. Ao final, a agência atribuiu uma nota em escala de 1 a 10 para cada empresa, com base em uma análise de cerca de 400 variáveis de governança corporativa relativas a seis dimensões: prestação de contas pelo conselho de administração, transparência financeira e controles internos; remuneração dos executivos; direitos dos acionistas; estrutura de propriedade; e provisões antiaquisições hostis. Adicionalmente, a agência levou em consideração aspectos de com- portamento corporativo e responsabilidade social nessa edição.

O Brasil apresentou leve melhora em relação ao ano anterior. As empresas obtiveram nota média de 4,18, colocando o País em 29º lugar dentre 38 avaliados. Em 2007, as empresas brasileiras haviam obtido nota média 4,08, ficando na 31ª posição dentre 37 países avaliados. Apesar da melhora, o Brasil ainda apresentou média inferior a outros países emergentes, como África do Sul, Índia, Turquia e Tailândia. Os cinco com pior classificação foram Japão, China, México, Indonésia e Chile. No outro extremo, a Irlanda foi o país mais bem pontuado, com nota média 7,55. A Austrália, primeiro lugar em 2007, caiu para a quarta posição neste ano. Além dos dois países, a relação dos cinco mais bem avaliados foi completada por Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, mantendo- se inalterada relativamente à edição 2007.

Além do rating anual, a GMI divulgou que o UBS adquiriu uma fatia minoritária de suas ações. Com isso, os analistas do UBS passarão a ter acesso a toda a base de dados da GMI, o que lhes permitirá levar em consideração de forma mais precisa aspectos de governança corporativa nas suas recomendações de compra e venda de ações. De acordo com Mark Steinert, chefe global de equity research do banco, “agora, mais do que nunca, avaliar as características de governança é um fator crítico para a análise de investimentos”.




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