Bovespa continua com altos volumes, apesar da crise

Captação de recursos/Temas/Edição 57 / 1 de maio de 2008
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Mesmo com o baixo apetite por ofertas iniciais de ações (IPOs), o investidor estrangeiro parece confiante na boa forma da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A participação do investidor internacional em 2008 até o dia 23 de abril estava em 34,7%, praticamente igual ao percentual do ano passado (34,5%). “Esse investidor percebeu que o mercado brasileiro tem baixa probabilidade de se contaminar com a crise do subprime”, explica Ricardo Nogueira, diretor de operações da Bovespa. Para ele, o fato de os bancos brasileiros não terem exibido perdas com os calotes hipotecários norte-americanos ajudou a manter a confiança estrangeira em nossas companhias.

Em abril, até o dia 25, a bolsa brasileira ostentava um volume médio diário de R$ 6,1 bilhões, valor próximo dos R$ 6,7 bilhões dos meses de outubro e novembro do ano passado, os picos históricos de desempenho. De outubro para cá, o único mês que apresentou volume diário abaixo da casa dos R$ 6 bilhões foi março, com R$ 5,5 bilhões. Na média anual, 2008 dá um banho em 2007: R$ 5,9 bilhões contra R$ 4,8 bilhões.

A performance da bolsa brasileira fica ainda melhor quando comparada à do mercado externo. Até 21 de abril, o Ibovespa acumulava uma valorização de 1,62%. Os dois principais índices norte-americanos — Dow Jones e Nasdaq — tiveram, no mesmo período, variações negativas de 3,32% e 9,21%, respectivamente. As bolsas de Londres e Paris também amargaram maus desempenhos este ano, com índices que retrocederam 6,26% e 12,54% — segundo comparações feitas pela corretora Spinelli.

Ricardo Retz, co-gestor de fundos de renda variável da Guepardo Investimentos, lembra que a força de setores-chave da economia também ajudou a manter o alto volume de negócios no País. “Um grande percentual da carteira do Ibovespa é formado por papéis vinculados a commodities, cuja demanda no mercado internacional está bastante aquecida”, explica. “Para os estrangeiros, uma das principais maneiras de surfar a onda das commodities é por meio da bolsa brasileira.”


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