Polícia Federal deflagra operações Rizoma e Encilhamento

Investigações apontaram fraudes na gestão de fundos públicos que somam 1,3 bilhões de reais

Semana / Bolsas e conjuntura / 13 de Abril de 2018
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Ilustração: Julia Padula

Polícia Federal (PF) deflagra operações Rizoma e Encilhamento, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que apuram fraudes na gestão de fundos públicos que somam 1,3 bilhões de reais. Foram descobertas fraudes no Postalis e Serpro (respectivamente, fundos de pensão dos funcionários dos Correios e do Serviço Federal de Processamento de Dados) e em Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). As duas operações investigam, entre outras pessoas, o empresário Arthur Pinheiro Machado, um dos idealizadores do projeto Nova Bolsa de Valores, preso em São Paulo. De acordo com a PF, crimes de corrupção envolvendo investimentos do Postalis e do Serpros em empresas de Machado podem ter gerado 20 milhões em propinas para lobistas e pessoas ligadas aos fundos. Também foi preso pela Polícia Federal Henrique Santos Barbosa, irmão de Marcelo Barbosa, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Henrique atuava como operador financeiro no Postalis e estaria ligado a Machado.

09.04

– Técnico da CVM é ouvido pela Justiça Federal como testemunha de acusação em processo que investiga suposto insider trading dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS. Eles teriam usado informações privilegiadas para obter lucro no mercado financeiro em abril de 2017.

– Dona das marcas Fila e Umbro, Dass Nordeste Calçados Esportivos define faixa indicativa de preço para sua oferta inicial de ações (IPO) entre 14 reais e 17 reais. A companhia pode captar cerca de 1 bilhão de reais, caso seus papéis sejam vendidos no preço médio (15,50 reais).

– Startup chinesa de inteligência artificial SenseTime Group torna-se a mais valiosa do mundo no setor. A empresa atingiu 3 bilhões de dólares em avaliação, após receber investimento de 600 milhões do Alibaba Group Holding e outros investidores. A SenseTime Group é especializada em análise facial em grande escala e está desenvolvendo programa para verificar dados de milhares de imagens de câmeras em tempo real, segundo noticiou a Bloomberg.

10.04

– Governo do Rio Grande do Sul, controlador do Banrisul, vende 26 milhões de ações preferenciais. O volume, representativo de 12,7% das ações PN do banco, geraram 485 milhões de reais.

11.04

– Em fórum de líderes políticos e empresariais, presidente do banco central da China (PBOC), Yi Gang, afirma intenção de abrir uma ligação comercial entre as bolsas de valores de Xangai e Londres, além de expandir o acesso estrangeiro aos setores bancário, de valores mobiliários e de seguros do país. Segundo Gang, o governo chinês pretende, até junho, abolir limites de propriedade a estrangeiros em banco chineses; em três anos, almeja fazer o mesmo nos mercados de títulos e seguros.

– CVM e Ministério da Fazenda lançam grupo de trabalho dedicado a propor aperfeiçoamentos nos mecanismos de proteção a investidores e acionistas minoritários. O time será formado por quatro servidores da Fazenda, ligados à Secretaria de Promoção da Produtividade e à Advocacia da Concorrência, e quatro da CVM.

12.04

– Detentor de 5% das ações da BRF, fundo britânico Aberdeen solicita que a eleição do próximo conselho de administração da companhia seja feito por meio de voto múltiplo. Até então, o colegiado vinha sendo eleito por chapa e não por votos individuais dos investidores. No fim de fevereiro, os fundos de pensão Previ e Petros, acionistas da BRF, pediram a destituição do board presidido por Abilio Diniz, gerando uma disputa societária.

– CVM nega recurso da Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin) que pedia que a autarquia reconsiderasse o arquivamento de reclamação da entidade sobre suposto caso de insider trading envolvendo o empresário Eike Batista e sua ex-mulher Luma de Oliveira. De acordo com a Aidmin, em 2011, Luma teria negociado ações de empresa controlada por Eike, usando informação privilegiada. O caso foi arquivado pela CVM por não terem sido detectadas irregularidades na operação.

– Linx comunica compra da totalidade das quotas da gestora de promoções Único e da desenvolvedora de softwares Itec. Por cada uma das companhias, pagou em torno de 16 milhões de reais. Além desse valor, mais 9 milhões podem ser desembolsados caso a Linx atinja metas financeiras e operacionais entre 2018 e 2020.

13.04

– Oi registra perda de 4 bilhões de reais no quarto trimestre de 2017; no ano passado inteiro, o prejuízo atingiu 6,68 bilhões de reais. O resultado negativo no trimestre deve-se principalmente a dois fatores: o impacto da alta do dólar sobre a dívida da companhia em moeda estrangeira e o ajuste de 21 bilhões de reais em efeitos contábeis registrados no seu patrimônio líquido, em decorrência do plano de recuperação judicial.



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