Bolsa das Filipinas suspende projeto de “Novo Mercado”

Captação de recursos/Temas/Internacional/Edição 107 / 1 de julho de 2012
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O lançamento estava previsto para setembro de 2011, mas não aconteceu. O Maharlika Board, segmento especial de listagem de governança corporativa da Bolsa das Filipinas (PSE), inspirado no Novo Mercado, continua no papel — e, segundo fontes próximas ao projeto, vai permanecer assim. Diferentemente da Bovespa, que inaugurou o Novo Mercado sem nenhuma garantia de quando haveria uma primeira listagem, a Bolsa das Filipinas quer lançar o Maharlika Board somente quando companhias de qualidade confirmarem a listagem. O problema é que está difícil convencê–las. As empresas procuradas manifestaram receio de que o segmento favorecesse os acionistas minoritários em detrimento dos controladores. Também temeram que o Maharlika Board marginalizasse as empresas que não aderissem a suas regras.

Diante desse cenário, a PSE teria desistido de levar adiante o projeto, segundo fontes. À CAPITAL ABERTO, a assessoria de imprensa disse apenas que adiou o lançamento do Maharlika Board em função das dificuldades encontradas.

O mercado acionário filipino, de qualquer maneira, está em ótima fase. No ano passado, a PSE foi uma das quatro bolsas no mundo a apresentar variação positiva na capitalização de mercado e a registrar aumento no volume de negociação.

Para evitar o total naufrágio do projeto, o grupo técnico formado para implementar o Maharlika Board já estaria pensando em alternativas. Uma possibilidade, de acordo com uma fonte ouvida pela CAPITAL ABERTO, seria descartar a ideia de disseminar regras mais rigorosas de governança por meio de um nível de listagem e fazer isso a partir de uma entidade autorreguladora independente da Bolsa.

Os investidores também estão fazendo sua parte para fortalecer a governança corporativa das companhias abertas do país. Recentemente, um grupo lançou a Associação de Acionistas das Filipinas (SharePhil, na sigla em inglês), com o objetivo de capacitar, orientar e educar os acionistas minoritários sobre seus direitos e suas responsabilidades. De acordo com Rosario Bernaldo, presidente da associação, muitos acionistas minoritários nem sabem o que perguntar nas assembleias. “Vamos ajudá–los a levantar questões apropriadas e incentivá–los a serem mais vigilantes em relação aos seus direitos. Isso vai resultar em empresas mais atraentes não só para os investidores institucionais, mas também para os de varejo”, disse ao jornal The Daily Tribune.

Conteúdo extra

Conheça as regras de governança estabelecidas para o Maharlika Board.




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