Balanços mais transparentes

Governança Corporativa / Edição 11 / Temas / 1 de julho de 2004
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Os balanços trimestrais consolidados, não exigidos pela legislação brasileira, entraram na cartilha de boas práticas corporativas adotadas nos últimos anos. Estudo da Economática mostra que, em 1990, de um total de 231 companhias, somente 11 declaravam balanços consolidados. No primeiro trimestre deste ano, em uma amostra de 268 empresas, 166 divulgaram o demonstrativo voluntariamente. O grande salto ocorreu entre 1997 e 1999, quando o time de adeptos aos demonstrativos consolidados subiu de 34 para 151 empresas.

Pelas normas vigentes, a consolidação é exigida apenas para os balanços anuais. Mas, segundo Guy Almeida Andrade, presidente do Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes (Ibracon), o mercado tem preferência por esse tipo de balanço. “A informação da holding é muito vazia, não oferece uma visão global do grupo”, observa. Ariovaldo Guello, auditor da Deloitte, conta que, em 2002, o manual do Conselho Federal de Contabilidade passou a aconselhar os contadores a insistirem na divulgação dos consolidados com seus clientes. “Não faz sentido uma empresa apresentar um tipo de balanço e passar outros três trimestres sem. Quem está acompanhando fica vendido”, afirma Guello.

Marina Mitiyo Yamamoto, diretora da Fipecafi, acredita que a motivação das companhias por ampliar as informações entregues aos investidores veio no bojo do crescimento das boas práticas de governança corporativa nos últimos anos. “A demanda por transparência é cada vez maior”, ressalta.


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