Além dos Brics

Brasil será a quarta maior economia do mundo em 2050; Vietnã promete a expansão mais veloz

Gestão de Recursos/Temas/Edição 56 / 1 de abril de 2008
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É bom nos acostumarmos a olhar para oportunidades econômicas em outros países, como Vietnã e Filipinas. Essa é a conclusão do estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), intitulado O Mundo em 2050: além dos Brics, que aumenta o elenco de economias emergentes das atuais 7 para 20.

De acordo com a projeção, em 2050 o Brasil será a quarta maior economia do mundo, com tamanho equivalente a 26% da norte-americana. Estaremos à frente de Japão (19%) e atrás de Índia (88%), Estados Unidos (100%) e China (129%). Todos os sete emergentes (E7), grupo formado pelos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) mais México, Indonésia e Turquia, estarão entre os treze maiores do mundo em meados deste século.

Os chineses devem conquistar o ponto mais alto da lista por volta de 2025. Mesmo com uma evolução populacional modesta, de 0,1% ao ano, a China terá um crescimento médio anual de 6,8%, segundo a projeção. No mesmo quesito, a Índia atingirá a média de 8,5%. Número alto, porém menor que os 9,8% do Vietnã, o mais pródigo dos novos emergentes.

Para John Hawksworth, chefe de macroeconomia da PwC, o processo de mudança do “centro de gravidade global” para mercados emergentes está apenas no início. “A expansão mais veloz será a do Vietnã, que em 2050 promete ser equivalente a 70% da economia britânica.” A essa altura, o Reino Unido terá, proporcionalmente, 14% da economia americana. Será a nona do mundo (ao lado de França e Alemanha), atrás dos Brics, do México e da Indonésia.

O relatório sublinha que esse cenário abre novas alternativas a serem consideradas pelo investidor, pois aumenta o leque de oportunidades e de riscos. Um exemplo é a Nigéria, país com alto risco institucional que, no longo prazo, tem potencial para ser a maior economia africana, posto hoje ocupado pela África do Sul. As Filipinas, com projeção de 7,2% de crescimento médio anual, o Egito (7,1%) e o Bangladesh (7,2%) têm características similares: muito risco e elevado potencial de crescimento. Mas o estudo não altera a análise, presente em pesquisa anterior da PwC, de que os integrantes do E7 serão as maiores economias emergentes até 2050. “Na verdade, o surgimento de outros emergentes é um estímulo à exportação e a investimentos externos do E7”, diz Hawksworth.
Os baixos custos de produção dos chineses devem ser mantidos por países como o Vietnã, o que garante boas perspectivas para o setor de varejo, tanto na negociação de importados como na expansão das cadeias de lojas nos E7. A concorrência deve empurrar o grupo para uma produção mais sofisticada, que trará maiores investimentos em educação e oportunidades n as áreas de serviços, saúde e energia.

Uma expectativa comum a todos os emergentes é o aumento considerável da classe média. O destaque, claro, fica com a China, que terá o maior mercado consumidor do mundo até 2020. Alguém duvida?

Conteúdo extra

China to overtake us by 2025, but Vietnam may be fastest growing of emerging economies


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Tags:  mercado internacional Brics Emergentes PwC Vietnã Encontrou algum erro? Envie um e-mail



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