Agentes de liquidez perdem clientes e querem ser mais seletivos

Captação de recursos / Temas / Edição 70 / 1 de junho de 2009
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Depois de virar uma verdadeira febre entre as companhias que estrearam na Bovespa nos últimos anos, o serviço de “market maker” passa por dias de provação. Do fim de 2008 até o dia 28 de maio, o número de empresas que mantêm o serviço caiu 25% (o equivalente a 20 companhias), chegando a 66. Desde 2003, 114 companhias já contaram com formadores de mercado. Conforme a crise financeira se agravou, contratos foram rescindidos ou simplesmente não renovados.

O fato embute uma contradição. Teoricamente, é nesse período que as ações precisariam de maior defesa para não descer ladeira abaixo com tanta velocidade. Mas a necessidade de redução de gastos parece ter se imposto. Esse é o principal argumento que as companhias têm apresentado para justificar o término dos contratos, mas os market makers não entendem muito bem. Eles estimam que o aumento da competição entre corretoras e bancos de investimento tenha feito com que o preço atual do serviço caísse pelo menos cinco vezes em relação ao praticado há três anos.

Nesse contexto, o aumento de descredenciamentos leva ao inevitável questionamento sobre a real importância do serviço para as companhias. Para novatas com base acionária restrita, por exemplo, o mecanismo se mostrou pouco eficiente. Mauro Oliveira, diretor responsável pelo market maker do Credit Suisse, afirma que apenas uma pequena parcela das empresas tinha perfil inadequado e, por isso, ficou descontente. “A maioria argumentou que a decisão era temporária ou que precisava cortar custos”, diz Oliveira, que chegou a receber propostas para prestar o serviço gratuitamente.

Diante das dificuldades, Oliveira traça o cenário futuro: crescer de forma seletiva. Sem a possibilidade de aumentar o valor das mensalidades, restará aos formadores de mercado escolher a dedo as companhias que terão como cliente. “Ficaremos com aquelas que estão brigando para entrar no Ibovespa”, afirma.


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