Acionistas brigam por plano de sucessão na Apple

Bimestral/Gestão de Recursos/Internacional/Temas/Edição 90 / 1 de fevereiro de 2011
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Um e-mail enviado em 17 de janeiro deste ano por Steve Jobs, CEO da Apple, anunciando que tiraria uma licença médica por período indeterminado, acendeu o sinal amarelo entre os investidores. O Central Laborers Pension Fund, braço da União Internacional dos Trabalhadores da América do Norte (Liuna, na sigla em inglês), enviou uma proposta à companhia pedindo um plano para a sucessão de Jobs. Os acionistas votarão sobre o tema na assembleia anual da Apple, prevista para 23 de fevereiro. Em 2009, Jobs se ausentou da companhia por seis meses também por motivo de saúde.

O conselho de administração da empresa já recomendou que os acionistas votem “não” para a proposta da Liuna. Em seu material preparatório para a assembleia, a Apple argumentou que divulgar a estratégia de sucessão “daria aos concorrentes uma vantagem desleal” ao tornar públicos “objetivos e planos confidenciais” da companhia. Ressaltou também que a ideia prejudicaria os esforços de retenção de executivos. A Liuna rebateu as afirmações, dizendo que não tem a intenção de obrigar a Apple a fornecer nomes específicos dos futuros executivos que poderiam substituir Jobs. Seu objetivo é que a empresa mostre o seu plano de ação caso precise nomear um substituto. Para isso, pede que o conselho desenvolva critérios para escolher um novo presidente que esteja alinhado com os objetivos estratégicos da companhia e que se comprometa a revisar o plano de sucessão anualmente.

A proposta do fundo de pensão é parte de um esforço mais amplo da Liuna para que as empresas elaborem e tornem públicos os seus planos de sucessão. Até agora, o fundo apresentou dez propostas sobre esse tema para aquelas que fazem parte de seu portfólio. Foram alcançados acordos com a Hewlett-Packard, o SunTrust Banks, o Edison International e a Jarden Corp. Mas, no Bank of America, na P&GE, na Allstate, na Intel e no Red Robin Gourmet Burgers, as propostas ainda não foram votadas.

Segundo a consultoria de voto Riskmetrics, desde outubro de 2009, seis companhias receberam propostas de acionistas solicitando a elaboração de um plano de sucessão. Dessas, quatro colocaram a proposta sobre o tema em votação. Em média, elas receberam 31,4% de apoio.




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