A arte de administrar empresas

Acadêmicos de Harvard inovam ao estudar o comportamento dos empreendedores norte-americanos no início do século 20

Prateleira/Temas/Edição 58 / 1 de junho de 2008
Por 


É inconcebível pensar no estudo de belas-artes e não se dedicar a investigar os grandes mestres, como Renoir, Monet e Van Gogh. E quanto à arte de empreender e administrar empresas?

Apesar de citados em vários cursos de graduação e pós-graduação, os grandes “mestres” empresariais não são estudados em seus estilos de forma sistemática e organizada. Diante dessa provocação, Mayo e Nohria, dois acadêmicos de Harvard, organizaram uma lista dos mil líderes empresariais norte-americanos mais influentes, com o objetivo de estabelecer suas características de liderança mais marcantes. A obra trata dos empreendedores do início do século 20, e é a primeira da série O mundo empresarial e seus ícones, que se completa com mais dois livros.

Na busca pelo perfil do líder empresarial norte-americano, os autores entrevistaram 7 mil executivos, que analisaram e classificaram mil CEOs e fundadores de empresas. Foram identificadas algumas características comuns, como os três arquétipos de executivo — o empreendedor, o gestor e o líder. Por tal constatação, ficou clara a impossibilidade de se escolher um único nome para simbolizar o típico comandante de negócios. Afinal, o contexto em que cada ícone atuou demandou habilidades diferentes para a conquista do sucesso.

A obra é dividida em três blocos de dez anos cada, correspondentes às três primeiras décadas do século passado. Em cada um deles, os autores estabelecem um contexto social, demográfico e tecnológico, descrevendo os feitos dos principais líderes empresariais de cada época. Apesar do objetivo explícito de discutir as determinantes do sucesso desses dirigentes, o passeio pelo perfil sociodemográfico americano em acelerada transformação nessas três décadas dá fluidez à leitura, tornando-a leve e interessante.

Jack Welch teria tido sucesso com sua forma de gerenciar a empresa no início do século? E Walt Disney, seria bem sucedido hoje em dia? O que pensar de Henry Ford e sua ênfase em produtividade em detrimento dos desejos do consumidor? Além de um contexto favorável e de características pessoais pertinentes, é fundamental a capacidade de identificar oportunidades e se adaptar para aproveitá-las. Que o diga Alfred Sloan, da General Motors, ao perceber que os americanos não queriam apenas os modelos “T” pretos de Henry Ford.

Por fim, além da importância da interpretação do contexto, que outras lições podemos utilizar na gestão de negócios do século 21? O financiamento empresarial passou por grandes transformações nos últimos cem anos. Hoje em dia, está disponível tanto para empresas “start ups” como para grandes conglomerados. A questão crítica, que persegue tanto os venture capitalists como os membros de conselho de administração de grandes empresas, é a quem confiar a liderança do empreendimento. Uma compreensão superior do contexto, aliada a uma correta identificação do perfil de líder ideal para esse ambiente, certamente aumentam as probabilidades de sucesso e de retornos mais elevados.

O Século da Inovação e sua Crise
Nitin Nohria e Tony Mayo
Editora Campus
192 páginas
Lançado em 02/2008


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Tenha o melhor conteúdo do mercado de capitais sem limites ou interrupção.
Assine a partir de R$ 36/mês!
Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui >

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Básica

R$ 4, 90*

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
-
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$36,00

Completa

R$ 9, 90

Nos três primeiros meses

01 Acesso Digital
01 Edição Impressa
10% de Desconto em grupos de discussão e workshops
10% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$42,00

Corporativa

R$ 14, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
15% de Desconto em grupos de discussão e workshops
15% de Desconto em cursos
Acervo Digital
sem áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$69,00

Clube de conhecimento

R$ 19, 90

Nos três primeiros meses

05 Acessos Digitais
01 Edição Impressa
20% de Desconto em grupos de discussão e workshops
20% de Desconto em cursos
Acervo Digital
com áudos**
A partir do 4° mês, o valor cobrado séra de R$89,00

**Áudios de todos os grupos de discussão e workshops.




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie


Tags:  Tony Mayo Nitin Nohria Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Por que empresas que abriram seu capital recentemente estão recolhendo seus papéis?
Próxima matéria
Padrões trabalhistas para fornecedores entram na pauta



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




Leia também
Por que empresas que abriram seu capital recentemente estão recolhendo seus papéis?
Nos últimos meses, várias companhias anunciaram programas de recompra. De acordo com pesquisa da Stern Stewart, de julho...