Funcionários da Vale são presos em operação que apura responsabilidades por rompimento de barragem em Brumadinho

Os principais acontecimentos para o mercado de capitais na semana de 11 a 15 de fevereiro



Ilustração: Julia Padula

Na manhã da sexta-feira, 15, oito funcionários da Vale, entre gerentes e integrantes de equipes técnicas, foram presos temporariamente em operação do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) que apura responsabilidades pelo rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho (MG).

Em parecer enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na quarta-feira, 14, o Ministério Público Federal (MPF) sustenta que a Vale tomou decisões sobre a barragem privilegiando o lucro da companhia em detrimento da segurança dos trabalhadores. A constatação está fundamentada no modelo de construção da barragem, mais barato e considerado menos seguro, e no fato de a companhia ter mantido prédios próximos à barragem, entre outros indícios.

11.02

– Eternit, que está em recuperação judicial, suspende as atividades da subsidiária Sama, mineradora que produz amianto. De acordo com a companhia, a decisão será mantida enquanto aguarda resposta a um pedido de efeito suspensivo no processo do Superior Tribunal de Justiça (STF) que proibiu o uso de amianto no país em 2017.

– Pátria Investimentos, Shell e Mitsubishi formalizam a criação de uma joint venture para construção e operação da termelétrica a gás Marlim Azul, no município de Macaé, no Rio de Janeiro. Serão investidos 700 milhões de dólares apenas na construção da usina.

13.02

– Fornecedora da Johnson&Johnson, Imerys Talc America protocola pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, alegando não ter condições financeiras para se defender de milhares de ações judiciais relacionadas a possíveis casos de câncer causados por talco produzido pela empresa, que continha amianto.

– Levi Strauss & Co, dona da marca Levi’s, entra com pedido de IPO na bolsa de Nova York. A empresa fechou seu capital há cerca de 30 anos.

– Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autoriza Azul e Correios a criar uma empresa voltada ao transporte de cargas em conjunto, negando recursos de concorrentes. A operação agora depende de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa se ela deveria ter passado por processo licitatório, por envolver os Correios.

– Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceita fechar termos de compromisso, sem assunção de culpa, com executivos em processos sancionadores referentes à divulgação de informações ao mercado relacionados à Braskem e à Usiminas. Os termos de compromisso totalizam cerca de 500 mil reais.

– Conselho de administração da Renault cancela pagamento de 30 milhões de euros para o ex-presidente Carlos Ghosn, previstos em cláusula de indenização assinada entre as partes para garantir que o executivo não trabalhasse em outras empresas após sair da companhia. O executivo está preso no Japão desde novembro passado, sob acusação de irregularidades no comando da Nissan.

14.02

– Petrobras veta promoção de Carlos Victor Guerra Nagem, conhecido como Capitão Victor e próximo do presidente Jair Bolsonaro, para o cargo de gerente-executivo de inteligência e segurança corporativa da estatal. De acordo com a companhia, ele não tem a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função.

– BTG Pactual anuncia como novo sócio e executivo-chefe da BTG Pactual Asset Management o ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia. Ele assume as funções em julho.

– CVM informa ter aberto quatro processos administrativos para apurar a atuação da Vale na divulgação de informações ao mercado após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) e a responsabilidade de seus administradores.

15.02

– Banco do Brasil (BB) deseja fazer o re-IPO do Banco Patagônia, na Argentina, conforme afirmou Daniel Maria, gerente-geral de relações com investidores do BB, em teleconferência com investidores. Ele não adiantou modelo e previsão para a operação.

– IRB anuncia que iniciou oferta pública com esforços restritos de distribuição secundária, sem aumento de capital, de 27,65 milhões de ações ordinárias, de titularidade do Fundo de Investimento Caixa FGEduc.

– Gafisa deixa de ter o GWI Group, de Mu Hak You, como seu maior acionista após o gestor ter vendido 33,67% das ações ordinárias da incorporadora em leilão. Segundo o jornal Valor Econômico noticiou, comprou os papéis um grupo de investidores representados pela corretora Planner.


Quer continuar lendo?

Faça um cadastro rápido e tenha acesso gratuito a três reportagens mensalmente.
Quero me cadastrar!

Você está lendo {{count_online}} de {{limit_online}} matérias gratuitas por mês

Você atingiu o seu limite de {{limit_online}} matérias por mês. X

Ja é assinante? Entre aqui > 2

teste

ou

Aproveite e tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo sobre mercado de capitais!

Acessar loja >




Participe da Capital Aberto:  Assine Anuncie

Encontrou algum erro? Envie um e-mail



Matéria anterior
Empresas saem pela tangente nas explicações do Informe CBGC
Próxima matéria
Novos padrões



Comentários

Escreva o seu comentário sobre este texto!

O seu endereço de e-mail não será publicado.




APROVEITE!

Adquira a Assinatura Superior por apenas R$ 0,90 no primeiro mês e tenha acesso ilimitado aos conteúdos no portal e no App.

Use o cupom 90centavos no carrinho.

A partir do 2º mês a parcela será de R$ 48,00.
Você pode cancelar a sua assinatura a qualquer momento.

Leia também
Empresas saem pela tangente nas explicações do Informe CBGC
Se o padrão da primeira leva se transformar em tendência, ainda por algum tempo os investidores precisarão conviver...