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Correios e outras oito estatais serão privatizadas

Ilustração: Julia Padula

O conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) aprovou na última quarta-feira (21) a inclusão de nove empresas estatais no programa de privatizações: Telebras, Correios, Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Empresa Gestora de Ativos (Emgea), Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O melhor modelo de desestatização para cada uma das empresas ainda será avaliado.

 

Na terça-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que a lista envolveria 17 estatais. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o secretário especial de desestatizações, desinvestimentos e mercados da pasta, Salim Mattar, atribuiu a confusão de números a uma falha de comunicação. A quantidade citada por Guedes representa do número total de companhias do programa, incluindo as oito que já haviam sido anunciadas, entre elas Eletrobras e Casa da Moeda

19.08
– Saída de capital externo da bolsa brasileira neste ano é a maior desde 1996, quando foi iniciada a série histórica da B3. De janeiro até 15 de agosto, o resultado líquido entre compras e vendas de ações por estrangeiros ficou negativo em 19,16 bilhões de reais. 

– Levantamento da National Association for Business Economics (Nabe), principal entidade de economistas da iniciativa privada americana, mostra que  74% dos profissionais ouvidos trabalha com a possibilidade de os Estados Unidos enfrentarem uma nova recessão entre 2019 e 2021. O principal motivo seria a escalada da guerra comercial com a China. 

– Presidente americano Donald Trump usa o Twitter para pressionar o Fed, banco central dos EUA, para cortar a taxa de juros em ao menos um ponto percentual. Trump também disse que a economia do país está “muito forte” e culpou o presidente do Fed, Jerome Powell, e a oposição democrata pelo clima de tensão econômica que não para de crescer sob sua gestão. 

20.08
Lucro das três maiores estatais de capital aberto brasileiras no segundo trimestre de 2019 é o maior da história, considerando valores ajustados pela inflação. A análise, feita pela Economatica, incluiu o lucro líquido trimestral de Banco do Brasil, Petrobras e Eletrobras ajustado pela inflação medida pelo IPCA até o mês de junho de 2019.

– Rede de joalherias Vivara registra na CVM o prospecto preliminar de sua oferta pública inicial de ações (IPO). As ofertas primária e secundária têm precificação prevista para o dia 22 de outubro; a estreia deve ocorrer em 24 de outubro, com listagem no Novo Mercado.

21.08
– Conselho deliberativo da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) elege Fábio Henrique de Sousa Coelho para a presidência da entidade. Ele sucede Mauro Rodrigues da Cunha, que esteve à frente da Amec por cerca de sete anos. Coelho deve assumir o posto na primeira semana de setembro.

22.08
– Governo pretende vender a participação acionária excedente ao controle da União no capital do Banco do Brasil, um total de 20.785.200 ações. A resolução, do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), foi publicada no Diário Oficial da União e recomenda a inclusão da participação acionária excedente no Programa Nacional de Desestatização (PND). 

23.08
– Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na sede do BTG Pactual, em São Paulo, e em endereços do banqueiro e sócio da instituição financeira, André Esteves, como resultado da 64ª fase da Operação Lava Jato. A diligência inclui também endereços no Rio de Janeiro de Esteves e da ex-presidente da Petrobras Graça Foster.

China anuncia imposição de novas tarifas, de 5% a 10%, sobre um total de 75 bilhões de dólares em produtos americanos. A medida é uma retaliação às taxas anunciadas por Donald Trump para mercadorias chineses.

– França passa a fazer oposição ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul depois de a administração do presidente francês, Emmanuel Macron, acusar o presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em junho. Em meio a críticas a Bolsonaro pelas queimadas que atingem a Amazônia, o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, também ameaçou fazer oposição o acordo se o Brasil não respeitar seus “compromissos ambientais”.

 


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