Ações da CCR sobem após acordo de 81,5 milhões com Ministério Público

Os principais acontecimentos para o mercado de capitais na semana de 26 a 30 de novembro



Ilustração: Julia Padula

Na quinta-feira, 29, a concessionária CCR celebrou acordo de leniência com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A empresa irá para pagar multa de 81,5 milhões de reais para encerrar inquérito — originado a partir de investigações da Lava Jato — que apurava esquema milionário de distribuição de propinas em troca da obtenção de contratos públicos. A investigação começou após o empresário e operador financeiro Adir Assad, delator na Lava Jato, revelar ao MPSP que a CCR pagou caixa dois a políticos de diferentes partidos, como PSDB, PMDB, PSD e PTB.

Assim que comunicou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o acordo, o preço da ação da concessionária na B3 disparou, encerrando o pregão com valorização de 11,2%. A alta deve-se ao fato de analistas terem considerado o valor baixo. Cotado a 12,74 reais no fim do dia, o papel liderou as altas do Ibovespa e garantiu à empresa ganho estimado de 2,6 bilhões de reais em valor de mercado.

26.11

– Juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, aceita pedido de recuperação judicial da Saraiva. A rede de livrarias, a maior do País, tem dívida acumulada em torno de 675 milhões de reais.

– Tecnisa anuncia que voltará ao mercado de lançamentos imobiliários no primeiro semestre de 2019 por meio de joint venture com o fundo H.I.G. Capital, da qual terá 20% de participação. Leia reportagem sobre a situação da Tecnisa.

– Microsoft volta a ser a empresa americana com maior valor de mercado, ultrapassando a Apple. Ela encerrou o pregão avaliada em 817,29 bilhões de dólares, frente aos 828,64 bilhões de dólares da Apple.

27.11

– Light informa que não avalia mais a possibilidade de captar recursos por meio de oferta pública de ações ancorada por fundos de investimento liderados pela GP Investments.

– Petrobras sofre nova derrota em discussão bilionária sobre aluguel de plataformas petrolíferas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do órgão manteve integralmente uma cobrança de PIS/Cofins no valor de 2,22 bilhões de reais e a maior parte de uma outra, no valor de 4,97 bilhões, sobre o pagamento de Cide.

28.11

– Dufry informa que pediu cancelamento de seu registro de emissora estrangeira categoria “A” na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e deslistagem na B3.

–  Board da Petrobras aprova o encerramento das atividades do comitê especial que atuava como interlocutor das investigações independentes realizadas pelos escritórios Trench, Rossi e Watanabe e Gibson, Dunn & Crutcher LLP, por causa das irregularidades descobertas pela Lava Jato. Segundo o comunicado, as atividades do comitê passam a ser executadas pela diretoria de governança e conformidade da companhia.

29.11

– Suzano Papel e Celulose e Fibria informam que a autoridade da concorrência da União Europeia aprovou a fusão entre as empresas. A autorização estava sujeita ao encerramento — como remédio para a operação — do contrato para fornecimento de celulose de fibra curta firmado entre a Fibria e Klabin em maio de 2015. Com isso, todas as autoridades responsáveis aprovaram a operação, prevista para ocorrer em janeiro.

– International Meal Company (IMC), dona das redes Viena e Frango Assado, informa que a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a oferta pública para aquisição de ações (OPA) da companhia pela Abanzai, controladora da Sapore. A aquisição não foi fechada ainda e depende do posicionamento dos acionistas da IMC sobre poison pill prevista no estatuto.

– Em assembleia, acionistas da Smiles aprovam modificação no estatuto da empresa que permitirá a criação de um comitê independente para negociar as condições de sua incorporação pela Gol, sua controladora. Caberá ao grupo negociar e sugerir as condições para que a operação siga adiante.

30.11

– Após uma década, Paul Polman, CEO da Unilever, deixará o cargo em janeiro. Ele será substituído por Alan Jope, executivo responsável pela divisão de beleza e cuidados pessoais.

– Em assembleia geral extraordinária, acionistas da Telefônica Brasil dão aval à incorporação da subsidiária Telefônica Data (TData). A operação já havia sido aprovada pelo board da companhia em outubro. A Telefônica Data controla o portal de internet Terra e a empresa Telefônica Transporte Logística.


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