Assembleia extraordinária da JBS é suspensa por 15 dias

Confira os destaques da semana de 28/8 a 1/9

Semana / 3 de setembro de 2017
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Por decisão judicial, uma assembleia extraordinária da JBS marcada para 1º de setembro foi suspensa por 15 dias. Desde que foi agendado, o encontro gerou sucessivas polêmicas. A BNDESPar, maior minoritária da companhia (dona de 21,3% do capital), antecipou que votaria favoravelmente à abertura de uma ação civil da própria JBS contra os irmãos Batista, medida que os afastaria do comando da companhia. Para garantir o sucesso da proposta, o banco buscou o apoio da CVM para excluir a J&F, holding controladora, da votação. A área técnica concordou com a BNDESPar ao considerar que os controladores estariam em situação de conflito de interesses e, portanto, não poderiam votar. O colegiado foi menos incisivo. No dia 29, decidiu que a análise do conflito cabe ao próprio acionista. Sem o impedimento prévio, a BNDESPar levou o caso ao Judiciário — um recurso em primeira instância proibiu a participação dos irmãos Batista na votação. Os controladores reagiram e conseguiram, no próprio dia 1º de setembro, a suspensão da assembleia, por 15 dias.

 

28/8

– Petrobras inicia etapa de divulgação de oportunidades para a cessão de direitos exploratórios de campos de petróleo em terra localizados na Bahia e no Rio Grande do Norte. Segundo a empresa, o processo faz parte do seu plano de desinvestimentos.

– Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaura processo administrativo para apurar suposto cartel formado por Oi, Claro e Vivo em licitações públicas. A ação, movida pela BT Telecom, teve início em 2015.

– Eletropaulo conclui oferta de debêntures, no valor de 271 milhões de reais. Os recursos serão utilizados para refinanciamento de dívidas e reforço do capital da companhia.

29/8

– Conselho Monetário Nacional (CMN) aprova a regulamentação da Letra Imobiliária Garantida (LIG), mais um instrumento de captação dos bancos. No mercado internacional, a LIG é conhecida como covered bond — título de crédito emitido por instituição financeira lastreado em ativos imobiliários.

– Conselho de administração da Paranapanema aprova oferta de ações com esforços restritos de venda, nos moldes da Instrução 476. A operação está condicionada à subscrição, por credores, de pelo menos 360 milhões de reais em debêntures conversíveis.

– Estudos do Tribunal de Contas da União (TCU) estimam que os custos para conclusão da usina termelétrica de Angra 3 podem ultrapassar 25 bilhões de reais — em 2008, o valor total estimado para a obra era de 8,3 bilhões de reais. O TCU também calcula que, caso o projeto venha a ser descontinuado, será necessário o desembolso de 12 bilhões de reais.

– Eldorado informa que, ao contrário do noticiado pela imprensa, não assinou contrato para a venda da companhia para a Asia Pulp and Paper.

31/8

– IPO da Camil pode movimentar 1,5 bilhão de reais. O valor leva em conta a média da faixa indicativa de preço. A companhia espera que cada ON seja vendida entre 10,50 reais e 13 reais.

– BRF anuncia a saída de seu presidente, Pedro de Andrade Faria, sócio da gestora Tarpon. De acordo com a companhia, Faria permanecerá no posto até o fim do ano e participará da transição para a nova gestão. O executivo ocupa o cargo desde 2015.

– Alpargatas adere ao acordo de leniência celebrado entre sua controladora, a holding J&F Investimentos, e o Ministério Público Federal. A companhia afirmou, em nota, que o acordo reitera os esforços da Alpargatas em compliance e integridade corporativa.

– Postalis informa que seu presidente, Christian Perillier, apresentou denúncia contra o BNY Mellon no Brasil e nos Estados Unidos. O fundo de pensão dos funcionários dos Correios afirma que o banco, que atuou como seu administrador fiduciário e gestor de fundos, não forneceu informações sobre investimentos e não implantou sistemas de controle necessários para combate a fraudes e atividades impróprias. Essas falhas teriam gerado um prejuízo de 1,5 bilhão de dólares à fundação.

01/9

– Neoenergia registra na CVM pedido de IPO. De acordo com o prospecto preliminar, a companhia será listada no Novo Mercado e emitirá ações primárias e secundárias — estas últimas permitirão a venda das participações detidas por Previ e BB Investimentos.


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