Raia Drogasil inicia programa de ADRs

A Raia Drogasil iniciou um programa de American depositary receipts (ADRs) no dia 21 de março, tornando-se a primeira companhia brasileira a se aventurar no mercado americano neste ano. Cada recibo corresponde a uma ação ordinária e pode ser negociado no mercado de balcão. A empreitada nos Estados …



Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

A Raia Drogasil iniciou um programa de American depositary receipts (ADRs) no dia 21 de março, tornando-se a primeira companhia brasileira a se aventurar no mercado americano neste ano. Cada recibo corresponde a uma ação ordinária e pode ser negociado no mercado de balcão. A empreitada nos Estados Unidos vai na contramão do mercado. O volume de negociação das empresas brasileiras é cada vez menor, ao mesmo tempo em que são crescentes as ressalvas de investidores em relação aos programas de ADRs.

As ponderações ganharam força com o caso Petrobras. Com base no envolvimento da estatal na Operação Lava Jato, acionistas donos de ADRs acionaram o Judiciário americano para reivindicar ressarcimento. Por lá, os sócios têm direito a exigir indenização da companhia, mas a legislação brasileira não prevê essa prerrogativa — ela estabelece que os administradores responsáveis por malfeitos indenizem a empresa, e não os acionistas. O episódio da Petrobras evidenciou o fato de que, em companhias brasileiras com ADRs, há uma efetiva desigualdade entre o tratamento dos sócios.

Drogasil 2“Não nos preocupamos porque não temos telhado de vidro”, diz Eugenio De Zagottis, diretor de relações com investidores da Raia Drogasil. Apesar de acionistas estrangeiros já serem titulares de pelo menos 90% das ações integrantes do free float, a companhia está em busca de mais liquidez. “A decisão é resultado da maturidade da empresa e da ideia de facilitar a vida dos investidores internacionais. Nosso compromisso é tratar bem os sócios”, afirma o executivo.

Na Bolsa de Nova York, os ADRs de companhias brasileiras apresentam baixo volume de negociação. Em fevereiro, os 31 programas movimentaram apenas US$ 546 milhões. Neste mês, o volume de negócios melhorou, como reflexo da volatilidade do mercado decorrente do turbulento noticiário político-econômico. Até o dia 22, o volume era de US$ 1,3 bilhão. Os dados são da Economatica e contemplam apenas os programas níveis 2 e 3, listados no pregão.


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