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ETFs de renda fixa sofrem com resgates
Movimento mostra preocupação de investidores em relação à condução das políticas econômicas dos bancos centrais
ETFs de renda fixa sofrem com regastes
Investidores temem a escalada da inflação, que atingiu 7,5% nos Estados Unidos em janeiro | Imagem: freepik

A confiança de investidores na recuperação econômica mundial está sendo colocada à prova. À medida que bancos centrais começam a apertar o cerco para brecar a escalada da inflação — que especialistas acreditam estar perto de seu pico —, a esperança de que 2022 seja um ano com menos volatilidade do que 2020 e 2021 começa a minguar. A indústria global de ETFs (fundos de índices) é um bom termômetro do humor dos investidores, e os dados de janeiro, coletados pela BlackRock, não revelam um cenário animador: o resgate líquido em ETFs de renda fixa atingiu 1,5 bilhão de dólares no mês, ante 27,3 bilhões de dólares aplicados nesses fundos em dezembro.

Com exceção de março de 2020, auge da crise de Covid-19 para as bolsas globais, esse movimento não acontecia desde 2016. “O resgate de ativos aplicados em ETFs de renda fixa não é inesperado devido à volatilidade causada pela reavaliação de preços de títulos dos governos americano e europeu”, disse Karim Chedid, estrategista-chefe de ETFs na BlackRock, em nota. Ela destaca que os fluxos de ETF ligados à inflação também foram negativos pela primeira vez desde abril de 2020, com a saída de 1,7 bilhões de dólares.

Por enquanto, o maior fluxo está saindo dos Estados Unidos, e o principal motivo é a alta de 2% em títulos de longo prazo do Tesouro americano, marca ultrapassada pela primeira vez desde agosto de 2019. “O aumento acentuado representa um aperto prévio das condições financeiras muito antes de qualquer aumento oficial das taxas de juros”, explicou Alastair George, estrategista-chefe de investimentos da Edison Group, ao Financial Times.

Elisabeth Kashner, diretora de análise global de fundos da FactSet, acredita que a maior surpresa nos dados levantados pela BlackRock é o resgate líquido de 200 milhões dólares em ETFs que rastreiam investment-grade bonds, títulos públicos avaliados como “baixo risco de inadimplência” por agências de rating. “O que é mais interessante é o abrandamento do ritmo de entrada nesse tipo de fundo, que são ativos centrais em portfólios de longo prazo (“core holding”)”, disse Kashner, também para o jornal britânico. Nessa categoria de ETF, estão o iShares Core US Aggregate Bond Fund (AGG), com patrimônio de 88 bilhões de dólares, e o Vanguard Total Bond Market ETF (BND), com 82 bilhões de dólares.

Riscos inflacionários

O futuro do mercado financeiro nos próximos meses parece cada vez mais complicado. Nos Estados Unidos, o relatório de inflação divulgado pelo Bureau of Labor Statistics na quinta-feira, 10, trouxe uma surpresa desagradável. A taxa de inflação anual ultrapassou as projeções de economistas e atingiu 7,5% em janeiro, contra 7% em dezembro de 2020. Esse ritmo de alta foi visto pela última vez no país em 1982. “É um momento desafiador para o Fed, especialmente porque a impressão do mercado agora é de que os reguladores estiveram excessivamente relaxados em relação à inflação nos últimos seis meses”, disse George, do Edison Group. Em outubro, o grupo estimava que a taxa de juros americana teria somente uma alta ao longo de 2022 — agora, a aposta subiu para seis ou mais.

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