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Equidade de gênero em conselhos só deve acontecer em 2042
Previsão baseia-se em estudo feito com 3 mil companhias de 48 países
Equidade de gênero em conselhos só deve acontecer em 2042
Imagem: freepik

Dado o ritmo lento de contratação de mulheres para os conselhos de administração de pequenas e médias empresas, a paridade de gênero nesses colegiados deve demorar pelo menos mais 20 anos para acontecer. A previsão é da consultoria americana MSCI, que fez em um estudo com 3 mil companhias de 48 países. Em outubro de 2021, o número de mulheres que ocupavam vagas no board de empresas do índice MSCI All Country World Index (ACWI) era de apenas 22,6% — um pequeno avanço em comparação aos 21,1% e 20% registrados, respectivamente, em 2020 e 2019. 

Se esse percentual continuar avançando nessa velocidade, a consultoria estima que os conselhos de administração atingirão 30% de presença feminina em 2027. Para a equidade, o caminho é mais longo e esse patamar deve ser alcançado somente em 2042. 

O avanço nessa seara acontece vagarosamente, apesar da pressão exercida pela sociedade e pelos investidores para que as companhias contratem mais mulheres para seus boards e cargos de alta gestão. A preocupação com o tema vem de longa data. Ainda em 2017, a gestora de recursos State Street Global Advisors lançou a campanha Fearless Girl, que ficou famosa por colocar uma estátua de uma menina com uma postura imponente em frente ao touro de Wall Street. A iniciativa orientava empresas com conselhos totalmente masculinos a convidarem uma mulher para integrar o colegiado, com o compromisso de posteriormente elevar esse número.

O governo também tem papel importante em promover a igualdade de gênero. O Reino Unido, por exemplo, estabeleceu que até o final de 2020 todos os conselhos de administração de companhias do índice FTSE 350 deveriam ter, em média, 33% de participação feminina. Pouco tempo depois desse prazo, as empresas cumpriram o objetivo. Políticas como essa fazem com que os países evoluam de forma bastante distinta em relação aos seus níveis de diversidade. Segundo a pesquisa da MSCI, no índice de mercados emergentes mais de um quarto das companhias tem conselhos totalmente masculinos. Na Europa, em comparação, esse percentual é de apenas 0,9%. 

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