Empresas de criptomoedas terão que pagar mais por auditoria
Encarecimento ocorre após o colapso da FTX, que aumentou a percepção de risco do setor
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Várias firmas de auditoria dos EUA moveram uma parcela ou todos os seus clientes relacionados ao segmento de criptomoedas para o status de “alto risco” | Imagem: Freepik

As empresas de criptomoeda que precisam ter suas demonstrações financeiras auditadas provavelmente terão que pagar mais por isso. O encarecimento não chega a ser uma surpresa. Desde o colapso recente da FTX, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, o setor vem sendo alvo de intenso escrutínio.  


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Diante desse cenário, várias firmas de auditoria dos EUA revelaram ao Financial Times que moveram uma parcela ou todos os seus clientes relacionados ao segmento de criptomoedas para o status de “alto risco”. E, em alguns casos, é possível que a opção seja por deixar de auditar alguns deles. “Quando um cliente é de alto risco, é preciso expandir significativamente o escopo da auditoria, e isso se traduz na necessidade de mais recursos e tempo”, explicou, ao jornal, Jeffrey Weiner, executivo-chefe da Marcum, cujos clientes de auditoria incluem mineradoras de bitcoin e grupos de investimento em ativos digitais. Segundo ele, o nível de risco atual das empresas de criptoativos exige dos auditores um trabalho extra de verificação de “sistemas, controles, existência de ativos, segregação de fundos e transações com partes relacionadas”. 

Esse movimento ocorre poucas semanas antes do fim do ano financeiro nos EUA e num momento em que os auditores quebram a cabeça sobre como aplicar as regras contábeis para ativos digitais da melhor forma possível. O zelo é importante, uma vez que os investidores já deixaram claro que não serão compreensivos com deslizes cometidos pelos auditores. Tanto a Prager Metis como a Armanino, auditoras da FTX, estão sendo processadas. 

Boa parte das ações que elas enfrentam se apoiam em uma declaração juramentada do advogado John J. Ray III, que ficou famoso por supervisionar a liquidação da Enron, no processo de falência da FTX. Ele disse que em seus 40 anos de carreira nunca viu uma “falha de controles corporativos e uma tão completa ausência de informações financeiras confiáveis, como ocorreu com a FTX”. 

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