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Bezos X Biden: empresas criam desculpas para inflar preços?
Troca de farpas entre fundador da Amazon e presidente americano suscita debate sobre impactos da ganância corporativa sobre a inflação
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Imagem: Freepik

Recentemente, o bilionário Jeff Bezos afirmou, em seu Twitter, que Joe Biden não sabe como funciona a inflação. A crítica foi feita após o presidente americano publicar um post na mesma rede social no qual exigia que as grandes petroleiras reduzissem os valores de seus produtos nas bombas, uma vez que o preço do barril de petróleo caiu cerca de 15 dólares no mês passado. Segundo o fundador da Amazon, a declaração de Biden reflete uma “desorientação ou uma profunda incompreensão sobre a dinâmica básica do mercado”.  


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A troca de farpas levou Robert Reich, ex-secretário do Trabalho dos EUA, a chamar a atenção para um assunto polêmico: os efeitos da ganância corporativa. No Twitter, ele disse que “Bezos deveria saber que uma das principais razões pelas quais os preços estão subindo é que empresas extremamente lucrativas têm usado a inflação como um subterfúgio para aumentar os preços cobrados dos consumidores”. 

O debate sobre se as empresas estão aumentando desnecessariamente os preços desde o pós-pandemia não chega a ser uma novidade. No fim do ano passado, Biden acusou empresas do setor de processamento de carnes de estarem elevando demais preços e pressionou o Departamento de Agricultura a investigar grandes frigoríficos que controlam uma parte considerável dos mercados de aves e suínos. O objetivo da investigação era determinar se essas empresas estariam pagando menos às fazendas, mas elevando os preços de seus produtos para os consumidores.  

É inegável que os últimos anos foram marcados por diversos fatores que elevaram a inflação. Dentre eles estão a escassez da cadeia de suprimentos, os lockdowns realizados na China e a guerra de Vladimir Putin na Ucrânia. Mas o que alguns especialistas, como Reich, vêm argumentando é que há uma diferença cada vez maior entre o que as corporações pagam por seus insumos e os preços que cobram dos clientes, o que também pressiona os índices de preço.  

De acordo com um artigo publicado por Mike Konczal e Niko Lusiani, diretores do instituto de estudos econômicos Roosevelt Institute, apesar do aumento de despesas, os lucros e as margens de lucro das empresas dispararam em 2021, atingindo o nível mais alto desde a década de 1950. Dados do Bureau of Economic Analysis mostram que os custos trabalhistas cresceram 7% entre 2020 e 2021, mas os lucros corporativos após impostos engordaram 14% neste mesmo período.  

De acordo com reportagem da Fast Company, a Amazon é um exemplo de empresa lucrativa que vem aumentando os preços na esteira da inflação. Em fevereiro, a companhia anunciou que elevaria o preço anual de sua assinatura Prime em 17%, para 139 dólares, citando como justificativa salários mais altos e aumento dos custos de transporte. No acumulado de 2021, a gigante de tecnologia viu o lucro líquido avançar 56,4%, para 33,36 bilhões de dólares. 

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