A briga frustrada de Carl Icahn pelos direitos dos animais
Após derrota no McDonald’s, investidor desiste de pleito na rede de supermercados Kroger Co.
Carl Icahn, A briga frustrada de Carl Icahn pelos direitos dos animais, Capital Aberto
Nem mesmo a Glass Lewis, que costuma ser favorável a pautas ligadas à sustentabilidade, apoiou Icahn em sua briga. | Imagem: Freepik

Famoso por seu perfil ativista, Carl Icahn tradicionalmente foca suas “brigas” em companhias com resultados ruins. Mas, de uns tempos para cá, o famoso investidor tem mirado empresas que não respeitam os direitos dos animais. Considerando a ascensão da agenda ESG nas empresas, era esperado que ele tivesse sucesso em sua empreitada. Mas não é isso que vem acontecendo.


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Segundo informações do The Wall Street Journal, Icahn desistiu de uma disputa por procurações na Kroger Co., que visava forçar a rede de supermercados a abandonar fornecedores de carne suína que maltratam porcas grávidas, depois de perder briga semelhante no McDonald’s. Como parte de sua estratégia para pressionar a rede de fast food, Icahn pedia a substituição de dois conselheiros de administração.

A briga do investidor, cujo patrimônio é avaliado em 16,8 bilhões de reais, é para que as companhias parem de comprar carne de fornecedores que usam gaiolas gestacionais, onde porcas grávidas ficam confinadas a espaços limitados, praticamente imóveis. De acordo com a entidade The Humane League, a prática é cruel e evidencia que os animais vêm sendo tratados como “máquinas reprodutoras”.

Embora o pedido do investidor esteja em sintonia com a pauta ESG, nem mesmo a Glass Lewis, que costuma ser favorável a pautas ligadas à sustentabilidade, apoiou Icahn em sua briga no McDonald’s. Segundo a consultoria de recomendação de voto, o esforço do investidor para melhorar as condições de bem-estar animal é “digno e nobre”, mas traz uma visão “simplista” sobre o assunto e não dá a devida atenção às questões financeiras da empresa.  

O McDonald’s afirma que o abandono total dos fornecedores que usam gaiolas gestacionais seria impossível atualmente, uma vez que “prejudicaria os esforços da empresa para fornecer aos clientes produtos de alta qualidade a preços acessíveis”. A rede de fast food afirma, no entanto, que planeja obter de 85% a 90% de sua carne suína de fornecedores que dispensam as gaiolas até o fim de 2022. E até 2024, promete chegar a 100%.

Segundo Icahn e a Humane Society, é difícil acreditar na promessa, uma vez que, em 2012, a rede de fast food disse que deixaria de comprar de fornecedores que adotam gaiolas gestacionais ainda naquele ano. Até agora, isso não aconteceu.

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