Tinder de negócios do bem

Plataforma que conecta empreendedores e investidores já tem 579 projetos cadastrados

Tecnologia e Inovação / Reportagem / 20 de agosto de 2017
Por 


Ilustração: Rodrigo Auada

Ilustração: Rodrigo Auada

Até o começo do ano passado, Carolina Aranha recebia, toda semana, pelo menos um telefonema de investidor à procura de um negócio de impacto social para aplicar seu dinheiro. Havia motivos para que ela fosse tão requisitada. Fundadora de uma consultoria voltada ao fomento do ecossistema desse tipo de negócio, Aranha já havia ajudado 50 startups a desenvolver projetos, ao mesmo tempo em que dava suporte a fundos de investimento e de venture capital interessados em fazer aportes. Assim, ela fazia o “matching” entre empreendedores e potencializadores do negócio.

Para que esse casamento atingisse um universo mais amplo de projetos, Aranha e suas sócias Mariana Fonseca e Lívia Hollerbach fundaram, em 2016, a Pipe Social. A plataforma funciona como uma vitrine de negócios de impacto — atualmente são 579, divididos em seis categorias: educação, saúde, finanças sociais, tecnologias verdes, cidades (o que inclui habitação e mobilidade) e cidadania.

Na plataforma, é possível conhecer resumidamente o modelo de negócio do projeto, saber se ele está buscando ou não investimento, se já tem faturamento e em qual estágio de desenvolvimento está. Com base no mapeamento dos negócios cadastrados, a Pipe Social verificou que a cada dez, sete estão captando até 500 mil reais. Por outro lado, a oferta de investimentos (por parte de investidores-anjo e empresas privadas, por exemplo) está mais concentrada em fases mais maduras da chamada jornada empreendedora. “Há uma desconexão entre o dinheiro existente na mesa e a demanda efetiva das startups. Existe um volume muito grande de empresas em estágios iniciais e, ao mesmo tempo, investidores buscando negócios em fase de escala”, comenta Aranha.

Desde que entrou em funcionamento, a Pipe Social já fez pelo menos 30 chamadas de investimento. Elas funcionam como editais, nos quais os investidores especificam o tipo de negócio que estão buscando. No momento, Aranha também auxilia dois fundos internacionais (cujas identidades são sigilosas) a construir um pipeline de investimento de impacto e a se posicionar no segmento. A quantidade de negócios fechados via plataforma não é pública, já que as startups não são obrigadas a revelar quando recebem em aportes e nem quem são seus financiadores. Apesar disso, Aranha garante que investimentos já se concretizaram graças ao “match” de empreendedor e investidor intermediado pela plataforma.

 

 


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